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Analgésico codeína - deve ser banido, dizem...
Cientistas encontram conexão biológica - entre ansiedade e depressão...
Laser de baixa intensidade e ultrassom - amenizam dores mandibulares...

Robô faz fisioterapia -
em pacientes de derrame...

Plantas medicinais -
têm uso regulamentado pela Anvisa...

Quando coisas ruins acontecem -
com pessoas boas - nos hospitais...
Estudo mostra como gordura corporal -
afeta o envelhecimento...
Acreditar em Deus -
melhora resposta ao tratamento para depressão...
Médicos renomados -
fazem mais bem ao hospital que aos pacientes...

Zumbido no ouvido - pode ser causado por por problemas afetivos...
Cálcio -
é mais importante para o coração do que se pensava...
Futuros médicos -
querem aprender mais sobre...
Pessoas felizes e positivas
- têm menos ataques cardíacos...
Kit descartável -
vai detectar câncer na hora...
Uso abusivo de medicamentos -
supera o uso de drogas no mundo...
Células-tronco restauram -
tecido de medula espinhal lesionada...
Começam testes com -
células-tronco embrionárias em seres humanos...
Criada vacina -
experimental contra Mal de Alzheimer...
Tanto faz -
alongar antes do exercício...
Ansiedade é o pior de - todos os males psicológicos, diz...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Zumbido no ouvido pode ser causado por por problemas afetivos


O estudo investigou os aspectos psicológicos ligados à percepção de música e vozes sem fonte sonora externa - classificados como fenômenos alucinatórios. [Imagem: Ag.USP]

Ouvindo vozes

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) descobriu que a presença de zumbidos está associada não apenas a questões orgânicas, como a perda de audição, mas também a aspectos afetivos dos pacientes, como a depressão entre idosos.

O estudo investigou os aspectos psicológicos ligados à percepção de música e vozes sem fonte sonora externa - classificados como fenômenos alucinatórios - em pacientes que relatavam o zumbido.

O trabalho surgiu a partir dos relatos cada vez mais frequentes da ocorrência dos zumbidos por pacientes aos do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP.

Psicoses, depressões e alucinações

"O trabalho investigou se os fenômenos relatados tinham a ver com a ocorrência de psicoses ou depressão e se o conteúdo dos fenômenos alucinatórios (músicas ou vozes) estavam relacionados a algum aspecto afetivo do paciente", descreve a psicóloga Rosa Maria Rodrigues dos Santos, que fez a pesquisa.

Durante um ano, dez pacientes do ambulatório referiram-se tanto ao zumbido quanto a essas outras percepções complexas. Todos foram encaminhados para a pesquisa, passando por duas a quatro entrevistas para avaliação psicanalítica, além da aplicação de outros instrumentos para o estudo.

"Nenhum dos entrevistados foi considerado psicótico por meio desta avaliação", relata a psicóloga. "Todos os participantes apresentaram alguma questão relacionada à depressão, que se manifestava em diferentes níveis, seja leve, moderado ou grave." A depressão esteve vinculada a características de personalidade dos pacientes, que aumentavam o sofrimento dos mesmos em superar dificuldades da vida.

Zumbido no ouvido

Os pacientes, todos com perda de audição e, em sua maioria, idosos, relataram que ouviam músicas ou vozes - que se caracterizaram pelo chamado do próprio nome ou por falas incompreensíveis. Tanto esses fenômenos quanto o zumbido eram percebidos com muita frequência ou até mesmo constantemente, em alguns casos.

"Isso foi referido como causador de incômodo importante, mas metade dos entrevistados disse que o fenômeno deixava de ser tão desagradável quando conseguiam se distrair ou se acalmar. No entanto, esses pacientes pouco investiam nessa possibilidade de distração", aponta Rosa Maria.

Perda de contato social

Segundo a pesquisadora, a perda de audição no idoso favorece a quebra do contato com o outro, diminuindo a sustentação social e afetiva. "Hoje se diz que os idosos são mais ativos, mas muitos estão às voltas com o isolamento, sem condição de se colocarem no mundo, o que favorece o sentimento de tristeza e de desamparo", alerta.

"Muitas vezes, a depressão na terceira idade é subdiagnosticada, sendo pouco percebida pelo próprio idoso e por seus familiares." Para os pacientes entrevistados, ouvir o chamado do próprio nome ou uma música especial, por intermédio do fenômeno alucinatório, refletia uma forma de lidar ou diminuir o desamparo do paciente, que se sentia desligado ou em vias de se desligar do convívio com outras pessoas.

Atenção dos médicos

A psicóloga recomenda que os médicos estejam mais atentos aos relatos dos pacientes durante as consultas.

"Por exemplo, se a pessoa apresenta a característica de evocar eventos desagradáveis de modo excessivo, associados ao zumbido ou não, o médico pode encaminhá-la para uma avaliação psicológica mais detida", recomenda.

"Essa insistência do paciente pode prejudicar sua qualidade de vida, tendendo a piorar aspectos depressivos, bem como o sofrimento com o zumbido ou com os fenômenos alucinatórios - se houver".

A abordagem do problema, enfatiza a pesquisadora, "não se deve limitar a aspectos biológicos, como associar as músicas ouvidas pelos pacientes apenas a uma compensação neurológica pela perda de audição".

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Cálcio é mais importante para o coração do que se pensava.


As pesquisas propõem abordagens para o tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares por meio do estudo do transporte e da regulação de cálcio no coração.[Imagem: BGSU]

Cálcio e coração

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm obtido resultados importantes em um estudo com foco na quantificação de fluxos de cálcio e na participação de transportadores de cálcio na contração e relaxamento dos ventrículos do coração.

No miocárdio, a maior parte do cálcio que produz contração tem origem em um local de estoque intracelular, o retículo sarcoplasmático. O estudo verificou que o transporte do mineral entre o retículo sarcoplasmático e o citoplasma da célula cardíaca é o principal sistema responsável pelo desenvolvimento de contração e relaxamento no coração. O estudo está sendo feito em modelos animais, com acompanhamento desde o dia do nascimento.

Crenças e conceitos equivocados

"Até então, acreditava-se, principalmente com base em dados de biologia molecular e de inibição da função reticular, que o retículo sarcoplasmático tinha um papel secundário no acoplamento excitação-contração no coração do recém-nascido", afirma Rosana Almada Bassani, que fez a pesquisa em conjunto com José Wilson Magalhães Bassani.

"Nosso estudo, com foco quantitativo na interação dos diferentes transportadores, realizado em células vivas intactas, contribuiu para a reversão desse conceito equivocado. Além disso, com relação à importância do retículo sarcoplasmático no transporte de cálcio, há mais semelhança entre corações imaturos e maduros do que se acreditava anteriormente", apontou.

Importância do cálcio no coração

Os estudos feitos na Unicamp demonstram que o vazamento de cálcio do retículo sarcoplasmático tem um importante papel na geração da atividade espontânea de células marca-passo cardíacas, e também em células miocárdicas com sobrecarga de cálcio, podendo levar, nesse último caso, ao aparecimento de arritmias.

"Esse fenômeno tem recebido grande atenção de pesquisadores em todo mundo, mostrando-se um possível alvo de intervenções terapêuticas em certos casos de arritmia cardíaca", disse Rosana.

A pesquisa aponta ainda que o padrão de interação entre os diversos transportadores de cálcio em células miocárdicas em corações de recém-nascidos apresenta diferenças com relação ao padrão adulto, o que pode nortear o desenvolvimento e a administração de medicamentos para uso pediátrico.

Transporte de cálcio

"Ainda não está bem claro qual é o impacto da regulação neural sobre os transportadores de cálcio miocárdico durante o desenvolvimento dos indivíduos", disse Rosana.

Segundo ela o interesse da pesquisa nesse caso abrange questões relacionadas ao transporte de cálcio no miocárdio, buscando esclarecer desde aspectos fundamentais, como o processo de acoplamento excitação-contração (liberação fracional de cálcio do retículo sarcoplasmático e sua regulação), até o envolvimento desse íon na geração de arritmias cardíacas.

"Resultados preliminares mostraram que os miócitos cardíacos de ratos neonatos respondem com considerável mobilização de cálcio ao neurotransmissor simpático noradrenalina, mesmo que a inervação simpática do coração ainda não esteja desenvolvida nesses animais", disse Rosana.

Isso indica que, desde o nascimento, as células cardíacas já estão aparelhadas para produzir contrações mais intensas em resposta à sinalização neuro-hormonal simpática.

"Espera-se que o conhecimento adquirido no conjunto dos estudos possa contribuir para entendimento das modificações fisiológicas da função cardíaca e sua regulação durante o desenvolvimento pós-natal e em condições fisiopatológicas", ressaltou.

Estimativa dos fluxos de cálcio

As equipes dos pesquisadores, no Laboratório de Pesquisa Cardiovascular do Centro de Engenharia Biomédica, também estudam quantitativamente o transporte e a regulação de cálcio no coração, com o objetivo de estabelecer a importância de cada transportador e melhorar o entendimento sobre as relações entre eles.

Entre as abordagens em andamento, José Wilson Bassani destaca o esforço pelo desenvolvimento de novos métodos para a estimativa dos fluxos de cálcio e a quantificação da contribuição de diferentes transportadores do íon para processos como desenvolvimento de contração e relaxamento do coração.

"Essa abordagem tem permitido identificar variações na interação de transportadores com espécies animais, inclusive em humanos, além de condições patológicas, como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca", disse.

Papel do cálcio no organismo

O professor explica que o íon cálcio desempenha múltiplas funções nas células do organismo humano, afetando a função celular desde o nível genético e regulatório até as atividades elétricas e mecânicas. "Em músculos, o cálcio é o principal sinalizador para a contração e, particularmente no coração, sua concentração citoplasmática oscila precedendo cada contração", explicou.

No coração, o íon é necessário para a geração da atividade elétrica e do disparo e manutenção da atividade contrátil. Além disso, diversos transportadores de cálcio existentes na célula cardíaca regulam as variações intracelulares do íon para a execução das diversas funções do coração.

"Em muitas doenças cardiovasculares, as alterações do transporte celular de cálcio podem ser uma das causas primárias do mau funcionamento da bomba cardíaca, gerando insuficiência contrátil e alguns tipos de arritmias", conta.

Resultados obtidos pela equipe têm sido publicados em importantes revistas científicas internacionais, como o American Journal of Physiology, Biophysical Journal, Journal of Physiology, Journal of Molecular and Cellular Cardiology, Cell Calcium, European Journal of Physiology e IEEE Transactions on Biomedical Engineering.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Futuros médicos querem aprender mais sobre terapias alternativas e complementares.


Três em cada quatro estudantes de medicina acreditam que a medicina ocidental
tradicional pode se beneficiar com a integração das terapias e das práticas
das medicinas complementar e alternativa.[Imagem: Wikimedia/Yihungkuo]

Confiança as terapias alternativas

Na maior pesquisa sobre o assunto feita até hoje, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, levantaram as atitudes e a confiança que os estudantes de medicina têm em relação à Medicina Complementar e à Medicina Alternativa.

Eles descobriram que três em cada quatro estudantes de medicina acreditam que a medicina ocidental tradicional pode se beneficiar com a integração das terapias e das práticas das medicinas complementar e alternativa (MCA - Medicina Complementar e Alternativa).

Fenômeno global

"A Medicina Complementar e a Medicina Alternativa estão recebendo cada vez mais atenção em função da crise global de saúde e do papel significativo da medicina em suprir as necessidades de saúde pública nos países em desenvolvimento", afirma o Dr. Ryan Abbott, um dos autores do estudo.

"A integração das MCA nos cuidados da saúde é hoje um fenômeno global, com os tomadores de decisões políticas de mais alto nível endossando a importância de uma forma historicamente marginalizada de cuidar da saúde," acrescenta ele.

Medicina Complementar e Medicina Alternativa

A MCA, que inclui terapias como massagens, ioga, acupuntura, fitoterapia e várias outras práticas, muitas herdadas da tradição oriental da medicina, é caracterizada por uma abordagem holística e altamente individualizada para o atendimento ao paciente.

Segundo os pesquisadores, o que diferencia as práticas médicas conhecidas como Medicina Alternativa e Medicina Complementar é a ênfase:

• na maximização da capacidade natural do corpo para se curar;
• no envolvimento dos pacientes como participantes ativos
  nos cuidados da própria saúde;
• na abordagem dos aspectos físicos, mentais e espirituais da doença;
  e nos cuidados preventivos.

Terapias alternativas nos cursos de Medicina

Embora o interesse nestas áreas venha aumentando dramaticamente nos últimos anos, as informações sobre essas terapias ainda não são integradas de forma mais ampla no ensino médico.

"Mesmo com a alta prevalência de uso das MCAs hoje, a maioria dos médicos ainda sabe muito pouco sobre as formas não-convencionais de medicina", diz o Dr. Michael S. Goldstein, coautor do estudo. "Investigar as atitudes e o conhecimento dos estudantes de medicina sobre o assunto vai nos ajudar a avaliar se isso pode mudar no futuro."

Os pesquisadores descobriram que, embora os estudantes de medicina endossem a importância da medicina complementar e alternativa, ainda existem obstáculos que podem impedir os futuros médicos de recomendar estes tratamentos aos seus pacientes.

O que os estudantes de medicina acham das terapias alternativas

Veja os principais resultados da pesquisa:

• 77 por cento dos participantes concordaram em certa
  medida que os pacientes cujos médicos sabem sobre
  a medicina complementar e alternativa, além da medicina
  convencional, beneficiam-se mais do que aqueles cujos
  médicos só estão familiarizados com a medicina ocidental.
• 74 por cento dos participantes concordaram em alguma
  medida que um sistema de medicina que integre terapias
  da medicina convencional, complementar e alternativa,
  seria mais eficaz do que qualquer uma dessas abordagens
  oferecida de forma independente.
• 84 por cento dos participantes concordaram em certa medida
  que o campo contém crenças, pontos de vistas, ideias
  e terapias das quais a medicina convencional poderia se beneficiar.
• 49 por cento dos estudantes de medicina afirmaram
  que eles próprios já usaram tratamentos complementares
  e alternativos; no entanto, poucos recomendariam
  a utilização destes tratamentos na sua prática médica
  até que mais uma melhor avaliação científica de cada
  procedimento tenha sido feita.

Terapias alternativas no currículo de Medicina

Embora mais da metade de todas as escolas de medicina dos Estados Unidos atualmente ofereça algum tipo de curso enquadrado dentro das MCA, os pesquisadores afirmam que estes cursos podem ser ampliados ou incorporados no currículo formal e padronizado do curso de Medicina.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Pessoas felizes e positivas têm menos ataques cardíacos.


O estudo sugere que pode ser possível ajudar as pessoas a evitar as doenças cardíacas
melhorando suas emoções positivas. [Imagem: Everaldo Coelho/YellowIcon]

Emoções positivas para o coração

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram uma ligação direta entre as emoções e as doenças cardíacas.

O estudo, o primeiro a demonstrar uma relação direta entre as emoções positivas e as doenças coronarianas, foi publicado na revista da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Efeito positivo

"Ser feliz faz bem para o seu coração," afirma Karina Davidson, que coordenou a pesquisa, um estudo observacional sobre uma amostra da população que passou por eventos cardíacos de diversos tipos.

O estudo sugere que pode ser possível ajudar as pessoas a evitar as doenças cardíacas melhorando suas emoções positivas.

Ao longo de um período de 10 anos, Davidson e seus colegas acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres). No início do estudo, enfermeiras treinadas avaliaram o risco de doenças cardíacas de cada um dos participantes e o grau de expressão de emoções positivas, que é conhecido como um "efeito positivo."

Emoções agradáveis

O efeito positivo foi definido como a experimentação de emoções agradáveis, como alegria, felicidade, entusiasmo e contentamento. Esses sentimentos são normalmente estáveis e característicos da personalidade, sobretudo entre os adultos.

Depois de levar em conta idade, sexo, fatores de risco cardiovasculares e emoções negativas, os pesquisadores descobriram que, ao longo do período de 10 anos, um maior efeito positivo esteve associado com um risco de doenças 22% menor por ponto - em uma escala de cinco pontos que mede os níveis de expressão do efeito positivo, variando de "nenhum" para "extremo".

"Nós também descobrimos que se alguém, que era normalmente positivo, apresentou algum sintoma depressivo no período da pesquisa, isto não afetou o menor risco em geral da doença cardíaca," diz Davidson.

Como as emoções afetam o coração

Os pesquisadores especulam sobre os possíveis mecanismos pelos quais as emoções positivas podem oferecer uma proteção de longo prazo contra as doenças do coração.

Entre as possibilidades, eles listam a influência das emoções positivas sobre a variabilidade da frequência cardíaca, sobre os padrões de sono e sobre o abandono do cigarro.

"Nós temos diversas explicações possíveis," diz a Dra. Davidson. "Primeiro, as pessoas com o efeito positivo podem ter períodos maiores de relaxamento fisiológico. Segundo, eles podem se recuperar mais rapidamente de eventos estressantes, não gastando muito tempo revivendo-os, o que pode causar danos fisiológicos."

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Kit descartável vai detectar câncer na hora.

Kit de diagnóstico

Você já pensou se fosse possível ir até a loja e comprar um kit capaz de diagnosticar o câncer com rapidez e precisão, de forma parecida com o que se faz hoje com os testes de gravidez?

Esta realidade pode estar mais próxima do que parece, graças ao trabalho do professor Jae Kwon, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

Sensores acústicos

O Dr. Kwon está desenvolvendo um sensor minúsculo, conhecido como sensor acústico de ressonância, que é menor do que um fio de cabelo humano e é capaz de testar fluidos corporais para detectar uma grande variedade de doenças, incluindo o câncer de mama e o de próstata.

"Muitas substâncias presentes em líquidos, relacionadas com doenças, não podem ser facilmente rastreadas," diz o pesquisador.

"Em um ambiente líquido, a maioria dos sensores sofre uma perda significativa da qualidade do sinal. Mas usando os sensores acústicos de ressonância em um líquido, que são altamente sensíveis e apresentam baixa perda de sinal, essas substâncias podem ser detectadas de forma rápida e segura - um conceito totalmente novo que vai resultar em uma abordagem não-invasiva para a detecção do câncer."

Laboratório portátil

Os sensores utilizam nanotecnologia para a construção de equipamentos meio mecânicos, meio elétricos, que são minúsculos - menores do que o diâmetro de um fio de cabelo humano, para a detecção das doenças diretamente dos fluidos corporais.

O sensor não exige grandes volumes de dados e nem equipamentos de laboratório para a análise de seus resultados, podendo ser integrado juntamente com outros equipamentos eletrônicos para a montagem de aparelhos portáteis de detecção de doenças.

O sensor que o Dr. Kwon está aprimorando também produz resultados quase imediatos, que poderão reduzir a ansiedade dos pacientes, que geralmente sofrem com a espera pelos resultados dos métodos tradicionais de detecção, como as biópsias, que podem demorar vários dias ou semanas antes que os resultados sejam conhecidos.

Aparelho de diagnóstico

"Nosso objetivo final é produzir um aparelho que faça o diagnóstico de múltiplas doenças de forma simples e rápida e, eventualmente, possa ser usado como um 'pronto-atendimento' no consultório ou no leito do paciente." disse Kwon.

Os resultados chamaram a atenção da Academia de Ciências dos Estados Unidos, que está fornecendo os US$400 mil que o Dr. Kwon pediu para aprimorar seus sensores. Ele espera que os resultados estejam disponíveis em cerca de cinco anos.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Uso abusivo de medicamentos supera o uso de drogas no mundo.


Os remédios controlados são mais fáceis de se obter
e não recebem a mesma atenção da fiscalização que as drogas.
Mas os dois problemas não são muito diferentes,
já que ambos são vícios. [Imagem: Divulgação]

Remédios controlados

O uso abusivo dos chamados remédios controlados, que só podem ser usado com receita médica, cresceu tão rapidamente no mundo todo que o número de viciados em medicamentos superou o número de usuários de cocaína, heroína e ecstasy juntos.

"As pessoas tendem a achar que o uso abusivo dos medicamentos prescritos é apenas um uso inadequado de substâncias para tratar problemas de saúde. Mas esses incidentes são frequentemente resultado de um vício que pode ser tão letal como a dependência de drogas como a heroína ou a cocaína", diz um documento divulgado pela ONU.

Droga sem fiscalização

O alerta faz parte de um relatório divulgado ontem pelo INCB (International Narcotics Control Board), uma organização ligada à ONU.

Segundo a organização, os remédios controlados são mais fáceis de se obter e não recebem a mesma atenção da fiscalização que as drogas. Mas os dois problemas não são muito diferentes, já que ambos são vícios.

Celebridades e anônimos

Embora a morte de celebridades sempre chame a atenção para o problema, como ocorreu recentemente com o cantor Michael Jackson, que supostamente morreu depois de receber medicamentos do seu médico, sempre chamam a atenção para o abuso de medicamentos.

Mas, segundo o INCB, este não é um problema de celebridades. Calcula-se que, só nos Estados Unidos, 6,2 milhões de pessoas usaram medicamentos de forma abusiva em 2008.

O relatório afirma que, na Alemanha, entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de pessoas são viciadas em medicamentos. No Canadá, entre 1% e 3% da população abusam dos chamados opioides.

Em vários países europeus - França, Itália, Lituânia e Polônia - o percentual de estudantes que revelou usar sedativos ou tranquilizantes fica entre 10% e 18%.

Farmácias online

O órgão da ONU pediu aos países que monitorem mais de perto as farmácias online, tidas como um grande elemento incentivador da aquisição dos medicamentos "controlados". Segundo a organização, os países devem fiscalizá-las ou fechá-las.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Médicos renomados fazem mais bem ao hospital que aos pacientes.


Tratamentos com médicos renomados geralmente não mudam
o resultado de um grave problema de saúde.
Mas custam menos - a questão que fica é quem embolsa a economia.
[Imagem: MIT/istockphoto]

Médicos famosos

Vale a pena pagar mais caro por uma consulta com um médico de renome ou internar-se em um hospital mais famoso?

Será que os custos adicionais que um paciente incorre ao optar por estas opções "de ponta" pagam-se em termos de benefícios adicionais à sua saúde?

Uma pesquisa realizada no renomado MIT, dos Estados Unidos, oferece uma conclusão sutil para estas perguntas.

Dinheiro, e não saúde

Tratamentos com médicos renomados não necessariamente mudam o resultado de um grave problema de saúde.

Por outro lado, os melhores médicos costumam oferecer um diagnóstico preciso mais rapidamente do que os "médicos comuns", diminuindo o tempo de internação e reduzindo os custos financeiros do tratamento.

Em outras palavras, um médico de renome pode não ser mais capaz de lhe curar do que seus colegas menos famosos, mas sua precisão de diagnóstico garantirá economia.

A questão que fica é para quem a economia vai. Se você for um paciente particular, embolsará a diferença. O mais provável, porém, é que os ganhos vão para o hospital ou para o plano de saúde.

Tempo de internação

"Como paciente, eu sempre espero ir para um hospital de prestígio, mas eu quero saber quanta vantagem há nisso," diz o economista Joseph Doyle, que fez a pesquisa juntamente com Steven Ewer, da Universidade de Wisconsin e Todd Wagner, da Universidade de Stanford.

"Acontece que, se você não tiver acesso às equipes de maior prestígio, os menos prestigiados acabarão por fazer o mesmo tipo de intervenção, mas vai levar mais tempo para que eles cheguem lá, e isso vai custar mais caro," diz ele.

O estudo mostrou que as internações hospitalares são 10% mais curtas e mais baratas na média, podendo chegar a 25% em certas especialidades médicas.

1% melhor

Para chegar a esta conclusão, Doyle e seus colegas analisaram cerca de 70.000 episódios de tratamento, envolvendo 30.000 pacientes, distribuídos por 13 anos, em um hospital de uma grande cidade norte-americana. O próprio hospital forneceu uma comparação de qualidade entre seus médicos.

Apesar das diferenças, em alguns aspectos os resultados básicos para os pacientes foram semelhantes, independentemente de serem tratados pelos médicos de primeira linha ou pelos médicos de segunda linha.

As taxas de mortalidade dos pacientes dos dois grupos tiveram uma diferença de apenas 1%, medidas no período de 1 dia, 1 ano e 5 anos.

Amanhã eu lhe digo o que você tem

A principal diferença entre as equipes esteve na facilidade e na confiança com que os médicos mais conceituados fizeram seus diagnósticos. Os médicos no programa B, os da parte inferior do ranking da escola médica, pediram 8% mais exames do que seus colegas mais conceituados, e, em média, levaram outros exatos 8% mais tempo para oferecerem o diagnóstico.

Estas diferenças foram mais pronunciadas no âmbito de determinadas especialidades. Por exemplo, os médicos do Programa B levaram 21 por cento mais tempo para pedir exames de coração, 51 por cento mais tempo para solicitar uma angiografia e 32 por cento a mais para pedir um teste de esforço cardíaco - tudo no caso de pacientes com insuficiência cardíaca.

Estes atrasos têm um impacto direto sobre o custo global do tratamento, já que resultará em maior tempo de internação para os pacientes. Além disso, as despesas de laboratório foram cerca de 13 por cento superiores para os pacientes desses médicos.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Acreditar em Deus melhora resposta ao tratamento para depressão.


A crença em um Deus pessoal e que cuida
diretamente de cada pessoa é chamada pelos estudiosos
de antropomorfização de Deus.[Imagem: Wikimedia]

Fé contra a depressão

Pesquisas têm sugerido que a crença religiosa pode ajudar a proteger as pessoas contra os sintomas da depressão.

Mas um estudo, feito na Universidade Rush, nos Estados Unidos, vai um passo além.

Em pacientes já com o diagnóstico de depressão clínica, a crença em um Deus que se importa com as pessoas pode melhorar a resposta ao tratamento médico, conforme relata um artigo publicado no Journal of Clinical Psychology.

Medidores de sentimentos e espiritualidade

Participaram do estudo um total de 136 adultos diagnosticados com depressão grave ou depressão bipolar, atendidos tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial, voltados para cuidados psiquiátricos.

Os pacientes foram examinados logo após a internação para tratamento e oito semanas depois, utilizando o Inventário Beck de Depressão, a Escala de Desesperança de Beck, e a Escala do Bem-Estar Religioso - todos instrumentos padrão das ciências sociais para avaliar a intensidade, a profundidade e a gravidade da doença e os sentimentos de desesperança e de satisfação espiritual, respectivamente.

Fé salvadora

A resposta à medicação, definida como uma redução de 50 por cento nos sintomas, pode variar em pacientes psiquiátricos. Alguns podem não responder de forma alguma.

Mas o estudo descobriu que aqueles com fortes crenças em um Deus pessoal e que se preocupa com as pessoas tinham maiores chances de responder à medicação e experimentar melhoras.

Especificamente, os participantes que ficaram no terço superior da Escala de Bem-Estar Religioso tinham 75 por cento mais probabilidades de melhorarem com o tratamento médico para a depressão clínica.

O resultado é semelhante a um estudo feito no Brasil, que demonstrou a importância da religião para lidar com o câncer.

Importância da esperança

Os pesquisadores avaliaram se a explicação para a melhoria da resposta aos medicamentos estaria ligada ao sentimento de esperança, que normalmente é uma característica da crença religiosa.

Mas o grau de esperança, medido pelos sentimentos e expectativas quanto ao futuro, e o grau de motivação, não conseguem prever se um paciente se sentirá melhor com o uso dos antidepressivos.

"Em nosso estudo, a resposta positiva à medicação teve pouco a ver com o sentimento de esperança que normalmente acompanha a crença espiritual," afirma Patricia Murphy, professora de religião, saúde e valores humanos da Universidade Rush. "Ela esteve ligada especificamente à crença em um Ser Supremo que se importa com as pessoas."

Importância da religião para os pacientes

"Para as pessoas diagnosticadas com depressão clínica, a medicação certamente desempenha um papel importante na redução dos sintomas," disse Murphy. "Mas quando se trata de pessoas diagnosticadas com depressão, os médicos precisam estar cientes do papel da religião na vida de seus pacientes. É um recurso importante no planejamento do tratamento."

Um outro estudo sobre religião e medicina mostrou que, apesar da importância da religião na recuperação dos pacientes, a maioria dos médicos tende a ver a fé como um empecilho às suas decisões.

Antropocentrismo

A crença em um Deus pessoal e que cuida diretamente de cada pessoa é chamada pelos estudiosos de antropomorfização de Deus - conceber Deus como sendo uma espécie de humano super poderoso.

Esta é uma marca de todas as religiões ocidentais tradicionais, mas está ausente nas religiões orientais, como o budismo e o hinduísmo, bem como em diversas outras igrejas de fundação mais recente, como o espiritismo e a Fé Bahai.

A quase totalidade dos teólogos vê essa crença com uma espécie de interpretação infantil da divindade. Mas essa compreensão não chega às liturgias pregadas nas igrejas, o que tem colaborado para a permanência dessa concepção de Deus ao longo de milênios - veja mais na reportagem No que Deus acredita? Naquilo que eu acredito, ora bolas...

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Estudo mostra como gordura corporal afeta o envelhecimento.


Pesquisa avalia influência do exercício físico
na função endócrina do tecido adiposo em mulheres
de diferentes idades.[Imagem: Mobia]

Tecido adiposo

O tecido adiposo, a famosa "gordura corporal", não é visto por especialistas apenas como um simples reservatório energético, mas também como um órgão endócrino, uma vez que dele são secretadas um número elevado de substâncias metabolicamente importantes.

Um novo estudo agora concluiu que a prática de exercícios físicos, mesmo que moderada, pode não só melhorar a composição corporal no processo de envelhecimento como também reduzir os efeitos negativos relacionados a esta ação endócrina do tecido adiposo.

Efeitos do tempo sobre o corpo

Coordenado pela professora Maria Cristina das Neves Borges Silva, na Universidade Cruzeiro do Sul, a pesquisa acompanhou 54 mulheres na capital paulista, entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010.

Por meio das diferenças em idade, a pesquisadora buscou avaliar os efeitos do tempo sobre o corpo. Ela destaca que o envelhecimento resulta em uma série de alterações hormonais, além de um aumento no volume do tecido adiposo e nas concentrações de substâncias como as citocinas, consideradas pró-inflamatórias, por mediarem processos de inflamação no organismo.

"Em idosos, as inflamações são causadoras de diversas patologias crônicas", disse Maria Cristina. Por esse motivo, a atividade endócrina do tecido adiposo tem relação com a qualidade de vida dos indivíduos idosos.

No estudo, exames de sangue periódicos indicaram quais substâncias tinham concentrações alteradas pelo envelhecimento ou por exercícios físicos e quais se mantiveram independentes da influência desses fatores.

Hormônio da gordura

As voluntárias foram divididas em quatro grupos. Um com mulheres na faixa de 20 anos de idade e outro na faixa de pouco mais de 50 anos, todas sedentárias. Os outros dois grupos também eram formados por mulheres jovens e de meia-idade de faixas etárias similares, só que todas praticantes de atividades físicas de baixa intensidade.

O grupo de meia-idade com treinamento físico apresentou redução no colesterol, enquanto o grupo sedentário de idade equivalente sofreu aumento na taxa de glicose.

A leptina, relacionada ao controle da massa corpórea, também foi encontrada em quantidades menores nos grupos que se exercitavam. "Quanto maior a massa corpórea, maior a concentração desse hormônio", disse Maria Cristina. Mais de 95% dessa substância encontra-se no tecido adiposo.

Circunferências corporais

Além dos exames de sangue, o grupo de pesquisa colheu outros indicadores de saúde, como medições das circunferências de quadril, cintura e abdômen, além do índice de massa corporal (IMC) e da massa corporal gorda (MCG).

Para as mulheres mais velhas, os impactos da falta de exercício foram mais visíveis. O grupo apresentou aumentos de IMC, de MCG e das três medidas de circunferência.

Por outro lado, o grupo de mulheres de mesma faixa etária que se exercitou durante a pesquisa apresentou redução desses mesmos índices. "Foi interessante notar essas mudanças mesmo quando a atividade física se restringiu a apenas duas horas por semana", afirmou Maria Cristina.

Benefícios dos esportes no envelhecimento

O trabalho também identificou substâncias que não sofreram alterações motivadas pela idade nem pelos exercícios físicos. É o caso da adiponectina, que entre outras funções é responsável pela regulação da glicemia.

O fator de necrose tumoral alfa (TNF-a), um dos principais mediadores da inflamação da pele e das mucosas, e a interleucina-6 (IL-6), que possui um importante papel na regulação no sistema imunológico, também não se alteraram.

"A pesquisa concluiu que o treinamento regular de baixa intensidade tem um papel regulatório importante sobre o metabolismo energético e sobre alguns marcadores inflamatórios e metabólicos", disse Maria Cristina.

O que colocaria a atividade física como um importante fator de influência sobre a saúde dos idosos, especialmente em relação às patologias e problemas ocasionados pelas secreções hormonais.

Segundo a pesquisadora, os resultados da pesquisa se juntam aos de trabalhos anteriores que verificaram outros benefícios da atividade esportiva no envelhecimento, como a diminuição da mortalidade em geral, a redução da massa corporal por promover um balanço energético negativo, a melhora da composição corporal, a utilização de glicose e do perfil lipídico, o aumento da capacidade aeróbia e a diminuição da resistência vascular.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Quando coisas ruins acontecem com pessoas boas - nos hospitais.

Tratamentos que dão errado

Quando você segue um tratamento orientado por um médico, ou quando vai a um hospital, você espera sair melhor do que entrou, certo?

Infelizmente, coisas ruins acontecem com pessoas boas também na área de saúde, e tratamentos médicos profissionais também podem dar errado. E frequentemente dão.

Mortes evitáveis

As Dras Barbara Hoffmann e Julia Rohe fizeram um estudo com dados apenas do seu país, a Alemanha, e descobriram que, somente lá, cerca de 17.000 mortes por ano são ocasionadas por erros de tratamento que poderiam ser evitados.

A pesquisa deu origem não apenas às explicações das razões desses "eventos adversos", como também a um guia com uma série de recomendações para a adoção de medidas que garantam uma melhor segurança dos pacientes.

O estudo foi publicado na revista médica Deutsches Ärzteblatt International.

Eventos adversos

As conclusões das médicas mostram que os tratamentos médicos não são tão seguros como deveriam ser, e menos ainda do que os pacientes acreditam que são.

"Eventos adversos" são todos os problemas ou danos ocorridos durante o atendimento aos pacientes que não são devidos à própria doença.

As autoras discutem problemas em áreas tanto de internação - atendimentos hospitalares propriamente ditos - quanto ambulatorial - atendimentos e tratamentos conduzidos a partir de consultórios médicos.

Problemas nos hospitais

Por exemplo, o trabalho por turnos nos hospitais exige uma complexa organização do trabalho e numerosos processos de planejamento e de comunicação. O problema é que as informações podem se perder em cada uma das interfaces entre os profissionais que entram e os que saem.

Além disso, as mãos dos profissionais nem sempre são higienizadas adequadamente e há erros no fornecimento de medicamentos e de encaminhamento entre a farmácia do hospital e o quarto dos pacientes.

Problemas nos consultórios médicos

Mas a grande maioria dos pacientes são atendidos e tratados como pacientes ambulatoriais, no consultório dos médicos.

Aqui os erros de diagnóstico são não apenas possíveis, como comuns. Mas o monitoramento desses erros é mais difícil, já que não há nenhum arquivo de pacientes comum a todos os médicos envolvidos que auxilie na identificação do erro.

A taxa real de eventos adversos evitáveis é uma questão controversa entre os profissionais de saúde. As autoras recomendam uma análise cuidadosa, a divulgação consistente dos dados e uma análise sistemática dos erros ocorridos de forma a evitá-los no futuro.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Plantas medicinais têm uso regulamentado pela Anvisa.


Inaladas, ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento,
as plantas medicinais têm formas específicas de uso e a ação terapêutica
é totalmente influenciada pela forma de preparo.[Imagem: Anvisa]

Unindo ciência e tradição

Plantas Medicinais, medicamentos naturais, "drogas vegetais". Qualquer que seja o nome, o saber que permite o uso de plantas para cuidar da saúde passa geração em geração e é uma das maiores fontes de inspiração para a ciência em sua incansável busca de novos medicamentos.

O exemplo mais recente, de que o chá da folha de mamão papaia tem ação surpreendente contra o câncer, foi inspirada no saber indígena de nativos da Ásia.

Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar.

Em um esforço para unir ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos.

Forma de preparo dos medicamentos naturais

Inaladas, ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento, as plantas medicinais têm formas específicas de uso e a ação terapêutica é totalmente influenciada pela forma de preparo.

Algumas possuem substâncias que se degradam em altas temperaturas e por isso devem ser maceradas. Já as cascas, raízes, caules, sementes e alguns tipos de folhas devem ser preparados em água quente. Frutos, flores e grande parte das folhas devem ser preparadas por meio de infusão, caso em que se joga água fervente sobre o produto, tampando e aguardando um tempo determinado para a ingestão.

"O alho é um famoso expectorante e muita gente tem o hábito de usá-lo com água fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades terapêuticas, o ideal é deixá-lo macerar, ou seja, descansar em água à temperatura ambiente", explica a coordenadora de fitoterápicos da Anvisa, Ana Cecília Carvalho.

Uma pesquisa recente demonstrou que comer alho protege o corpo contra agentes cancerígenos.

Plantas medicinais sem contaminação

Outra novidade da resolução da Anvisa diz respeito à segurança: a partir de agora as empresas vão precisar informar à Agência sobre a fabricação, importação e comercialização dessas drogas vegetais no mínimo de cinco em cinco anos.

Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos como bactérias e sujidades, além da qualidade e da identidade.

Além disso, os locais de produção deverão cumprir as Boas Práticas de Fabricação, para evitar que ocorra, por exemplo, contaminação durante o processo que vai da coleta, na natureza, até a embalagem para venda.

As embalagens dos produtos deverão conter, dentre outras informações, o nome, CNPJ e endereço do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade, alegações terapêuticas comprovadas com base no uso tradicional, precauções e contra indicações de uso, além de advertências específicas para cada caso.

Drogas vegetais e fitoterápicos

As drogas vegetais não podem ser confundidas com os medicamentos fitoterápicos. Ambos são obtidos de plantas medicinais, porém elaborados de forma diferenciada.

Enquanto as drogas vegetais são constituídas da planta seca, inteira ou rasurada (partida em pedaços menores) utilizadas na preparação dos populares chás, os medicamentos fitoterápicos são produtos tecnicamente mais elaborados, apresentados na forma final de uso (comprimidos, cápsulas e xaropes).

Todas as drogas vegetais aprovadas na norma são para o alívio de sintomas de doenças de baixa gravidade, porém, devem ser rigorosamente seguidos os cuidados apresentados na embalagem desses produtos, de modo que o uso seja correto e não leve a problemas de saúde, como reações adversas ou mesmo toxicidade.

Para saber o modo de preparo de cada planta medicinal, veja a tabela preparada pela Anvisa.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Robô faz fisioterapia em pacientes de derrame.


Esta assistência robotizada interativa permite controlar e dosar os níveis de ajuda,
incentivando os pacientes a reaprender a usar suas mãos e seus braços.
[Imagem: Vergaro et al., Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation]

Braço de ferro

Cumprimentar continuamente um braço robótico pode ser uma nova técnica para ajudar pacientes de derrame cerebral a reaprender a usar novamente os braços e as mãos.

O projeto "Braço de Ferro" foi coordenado pela Dra. Elena Vergaro, da Universidade de Gênova, na Itália, em parceria com uma equipe de pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia.

"Nossos resultados preliminares com um pequeno grupo de pacientes sugerem que o sistema é robusto e promove uma melhora estatisticamente significativa no desempenho," diz a pesquisadora.

Robô fisioterapeuta

O robô auxilia os pacientes conforme eles tentam orientar a sua mão em um movimento de "desenhe um oito", puxando na direção correta e apresentando uma resistência precisamente controlada nos movimentos incorretos.

"Futuros ensaios clínicos controlados e em grande escala deverão confirmar que a fisioterapia assistida por robô poderá permitir a obtenção de novas funcionalidades motoras nas atividades cotidianas," diz Vergaro.

Esta assistência robotizada interativa permite controlar e dosar os níveis de ajuda, incentivando os pacientes a reaprender a usar suas mãos e seus braços.

Movimentos depois do derrame

"Os pacientes que sobrevivem ao derrame costumam executar movimentos anormais com o braço, por exemplo, elevando o ombro para erguer o braço, ou inclinando o tronco para a frente, em vez de estender o cotovelo," explica a fisioterapeuta.

O uso desses padrões incorretos de movimento pode limitar o nível de capacidade que o paciente consegue atingir mesmo com a fisioterapia.

Pior do que isso, podem levar a lesões pelo uso repetitivo das articulações de forma inadequada.

"Demonstrando os movimentos corretos, o robô pode ajudar o sistema motor do paciente aprender a reproduzir a trajetória desejada por meio da repetição," conclui a pesquisadora.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Laser de baixa intensidade e ultrassom amenizam dores mandibulares.


O laser de baixa intensidade e o ultrassom são boas alternativas
para amenizar a dor causada pela disfunção temporomandibular,
melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes.[Imagem: Ag.USP]

Dores na mandíbula

O laser de baixa intensidade e o ultrassom são boas alternativas para amenizar a dor causada pela disfunção temporomandibular (DTM), melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes.

A conclusão é de uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), da USP.

Os pesquisadores descobriram que tanto o laser quanto o ultrassom podem ser considerados bons recursos fisioterápicos de apoio no controle das dores ligadas à DTM.

Problemas na mastigação

A dentista Thaíse Carrasco, autora de uma tese de doutorado sobre o tema, conta que a DTM engloba vários problemas clínicos ligados a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares e estruturas associadas.

"A disfunção é caracterizada por ruídos articulares, limitação da mandíbula e, principalmente, dores nas articulações e músculos da face e é considerada a principal causa de dor não dental na região orofacial", explica.

Segundo a dentista, as causas são múltiplas e multifatoriais e, em geral, estão associadas ao estilo de vida moderno. "Acredita-se que o estresse seja o principal desencadeante, além de fatores como bruxismo, trauma na região da cabeça e pescoço, má-postura e má-oclusão", aponta.

Dor crônica

A DTM leva a um quadro de dor crônica. Essas dores não chegam a ser incapacitantes, porém incomodam muito quem tem a disfunção.

"Tenho pacientes que relatam que sentem dores nas articulações e nos músculos da face durante todo o dia, e isso algumas vezes chega a atrapalhar as atividades do dia a dia", conta o professor Marcelo Mazzetto, da FORP, que foi o orientador da pesquisa de doutorado de Thaíse.

Tratamento com laser e ultrassom

Participaram do estudo 30 pacientes - a maioria mulheres - com idades entre 15 e 45 anos. Os pacientes foram divididos em três grupos, de acordo com o grau de disfunção: 10 receberam aplicações de laser, 10 de ultrassom e as 10 restantes ficaram no grupo controle (não receberam nenhum tipo de intervenção). O laser de baixa intensidade é um feixe de luz que é aplicado nos músculos da face.

Esse feixe tem efeito analgésico e anti-inflamatório e, ao ser aplicado, atinge os tecidos e alivia a dor.

O ultrassom é uma onda de calor que provoca a vasodilatação dos tecidos, também amenizando a dor.

Foram feitas 2 aplicações por semana, durante 4 semanas, nos músculos denominados masseter e temporal (da região da face).

Os participantes foram avaliados por meio de questionário antes do início das aplicações, após o término das 8 sessões e depois de 30 dias da última aplicação.

Melhora com os dois tratamentos

"O objetivo do estudo era avaliar se essas terapias seriam eficazes no alívio da dor e se contribuiriam para a melhora na qualidade de vida das pacientes. Também queríamos comparar os dois tratamentos para saber qual seria mais efetivo", afirma Thaíse.

Os resultados mostraram que não houve diferença significativa entre o grupo que recebeu sessões de laser e o de ultrassom. A melhora na qualidade de vida foi bastante significativa nos dois grupos, além do controle da dor.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Cientistas encontram conexão biológica entre ansiedade e depressão.


Ligação biológica entre estresse, ansiedade e depressão
é descoberta por cientistas canadenses. [Imagem: divulgação]

Do estresse à depressão

Uma conexão biológica entre estresse, ansiedade e depressão foi identificada pela primeira vez por um grupo de cientistas da Universidade de Ontario Ocidental, no Canadá.

Ao identificar o mecanismo no cérebro responsável pela ligação, o grupo liderado por Stephen Ferguson conseguiu mostrar como o estresse e a ansiedade podem levar à depressão.

Do ponto vista dos sintomas, ansiedade e depressão estão em polos opostos do comportamento - enquanto a ansiedade torna a pessoa hiperativa, a depressão torna-a abatida e sem ação.

Estudos comportamentais também já haviam demonstrado que o estresse no trabalho pode levar à depressão.

Tratamento para ansiedade e depressão

O estudo também resultou no desenvolvimento de um inibidor molecular que poderá, de acordo com os autores, levar a um novo caminho para o tratamento da ansiedade, da depressão e de outros distúrbios relacionados.

Em experimentos em camundongos, os pesquisadores identificaram o caminho da conexão e puderam testar o inibidor.

"Os resultados do estudo indicam que poderemos ter uma nova geração de drogas e de alvos dessas drogas que possam ser usadas para identificar a depressão e tratá-la com mais eficiência do que os métodos atuais", disse Ferguson.

Segundo o cientista, o próximo passo da pesquisa será verificar se o inibidor desenvolvido poderá resultar em um agente farmacológico.

Serotonina

O mecanismo de conexão descoberto envolve a interação entre o receptor de fator de liberação de corticotropina 1 (CRFR1) e tipos específicos de receptores do neutrotransmissor serotonina (5-HTR).

O estudo revelou que o CRFR1 atua no aumento do número de 5-HTR em superfícies de células no cérebro, o que pode causar uma sinalização anormal.

Como a ativação do CRFR1 leva à ansiedade em resposta ao estresse, e como o 5-HTRs induz ao estado depressivo, a pesquisa verificou como os caminhos do estresse, da ansiedade e da depressão se conectam por meio de processos distintos no cérebro.

Ligação entre ansiedade e depressão

"De acordo com a Organização Mundial da Saúde, depressão, ansiedade e outros distúrbios de comportamento estão entre as causas mais prevalentes de doenças crônicas. Ao explorar o potencial da biologia molecular, Ferguson e colegas mostraram novos caminhos que poderão se mostrar importantes para a melhoria das vidas de muitas pessoas que sofrem com esses problemas", disse Anthony Phillips, diretor dos Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde, que financiou a pesquisa.

O fator inibidor desenvolvido pelos pesquisadores bloqueou esses caminhos em camundongos, reduzindo os comportamentos de ansiedade e de depressão potencial, disseram os autores.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Analgésico codeína deve ser banido, dizem cientistas.

Aumentando a dor

A codeína, um analgésico amplamente utilizado em todo o mundo, não funciona em algumas pessoas e pode levar outras à morte.

Por isso o uso da codeína deve ser interrompido imediatamente, afirmam cientistas da Universidade de British Columbia em Vancouver, no Canadá.

A codeína funciona ao ser metabolizada em morfina no organismo. Mas a magnitude dessa metabolização depende da estrutura genética de cada pessoa, de forma que a quantidade de morfina produzida varia de pessoa para pessoa.

Risco da codeína para crianças

Em um editorial publicado no Canadian Medical Association Journal esta semana, Stuart MacLeod e Noni MacDonald afirmam que o problema é especialmente relevante para as crianças.

Os dois cientistas citam exemplos de duas crianças que morreram após receberem codeína depois de uma cirurgia para retirada das amígdalas.

Segundo eles, dois outros estudos mostraram toxicidade não-fatal para bebês amamentados por mães que tomam a codeína.

O Hospital for Sick Children, de Toronto, Canadá, já parou de usar a codeína. Os autores do estudo estão conclamando os demais hospitais do mundo a seguirem o exemplo.

Autoridades

Segundo autoridades do Reino Unido, falando em entrevista à revista britânica New Scientist, apenas 1 a 2 por cento da população tem um metabolismo mais ativo.

Assim, para Florence Palmer, da MHRA (Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency) "a maioria dos pacientes pode continuar a tomar a codeína."

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Células-tronco restauram tecido de medula espinhal lesionada.

 

Células-tronco no sistema nervoso

Um grupo de pesquisadores da Suécia, França e Japão demonstrou como as células-tronco, juntamente com outras células, podem reparar tecidos danificados da medula espinhal.

Os resultados, obtidos em animais de laboratório, são promissores para o desenvolvimento de terapias para lesões na medula espinhal.

Há uma grande esperança de que danos ao cérebro e à medula espinhal possam, no futuro, ser tratados com células-tronco - células imaturas que podem se desenvolver em diferentes tipos de células.

Células parecidas com as células-tronco têm sido encontradas em muitas partes do sistema nervoso humano adulto, embora ainda não esteja claro o quanto elas contribuem para a formação de novas células funcionais em indivíduos adultos.

Reação das células-tronco à lesão

O estudo, coordenado pelo professor Jonas Frisen, do Instituto Karolinska, na Suécia, acaba de ser publicado na revista Cell Stem Cell.

O artigo mostra como as células-tronco e vários outros tipos celulares contribuem para a formação de novas células da medula espinhal em camundongos e como isto se altera drasticamente após um trauma.

Os pesquisadores identificaram um tipo de célula-tronco, chamada célula ependimal, na medula espinhal.

Eles demonstraram que essas células são inativas em uma medula espinhal saudável, e que a formação de células novas acontece principalmente por meio da divisão de células mais maduras.

Quando a medula espinhal é lesada, no entanto, essas células-tronco são ativadas e se tornam a principal fonte de novas células.

As células-tronco, em seguida, dão origem a células que formam os tecidos de cicatrização e a um tipo de célula de suporte que é um componente importante da funcionalidade da medula espinhal.

Efeito insuficiente

Os cientistas também mostram que uma determinada família de células maduras, conhecidas como astrócitos, produz grandes quantidades de células formadoras de cicatrizes após a lesão.

"As células-tronco têm um certo efeito positivo depois da lesão, mas não o suficiente para restaurar a funcionalidade da medula espinhal," explica o Dr. Frisen. "Uma questão interessante agora é saber se podemos identificar compostos farmacêuticos que estimulem as células a formar mais células de apoio, a fim de melhorar a recuperação funcional após um traumatismo da coluna vertebral."

Há menos de dois meses, uma outra equipe descobriu um mecanismo capaz de restaurar conexões nervosas após uma lesão na medula espinhal.

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Começam testes com células-tronco embrionárias em seres humanos.


Durante os testes, serão injetadas células-tronco
na coluna vertebral dos pacientes, para avaliar
se o procedimento é seguro.[Imagem: BBC]

Lesões na coluna vertebral

Começaram nos Estados Unidos os primeiros testes oficiais do mundo feitos com células-tronco embrionárias humanas, com aval de reguladores estatais.

Em Atlanta, médicos estão usando as células-tronco para tratar lesões severas na coluna vertebral, após autorização da FDA, agência governamental norte-americana que regula medicamentos e alimentos. Os médicos informaram que já têm um paciente para os testes iniciais.

A técnica envolve a retirada de células de embriões humanos, que têm o potencial de se converter em diferentes tipos de células do corpo, inclusive no sistema nervoso.

Durante os testes, serão injetadas células-tronco na coluna vertebral dos pacientes, para avaliar se o procedimento é seguro.

Nos estudos realizados com animais, camundongos com paralisia recuperaram alguns movimentos. Mas ainda não se sabe se o método trará benefícios a seres humanos, conforme relata a repórter de saúde da BBC News, Michelle Roberts.

Reversão da paralisia

A cada ano, cerca de 12 mil pessoas sofrem lesões na coluna nos Estados Unidos. As causas mais comuns são acidentes automobilísticos, quedas, tiros e lesões esportivas.

Nos testes de Atlanta, pacientes que se lesionaram nos 14 dias anteriores ao estudo receberão o tratamento experimental.

A empresa responsável pelos testes, Geron Corporation, defende que a técnica pode no futuro ajudar a regenerar células nervosas em pacientes com paralisia.

Já críticos do método consideram-no um experimento com seres humanos e pedem que seja banido.

Anos de testes

O presidente da empresa, Thomas Okarma, comemorou a autorização para iniciar os testes. "Quando começamos a trabalhar com células-tronco embrionárias, em 1999, muitos imaginaram que se passariam décadas até que uma terapia celular fosse aprovada para testes clínicos humanos."

Mas é possível que a confirmação de que o tratamento é seguro - e eficiente - ou não só venha depois de anos de testes rigorosos.

"As notícias são empolgantes, mas é importante (lembrar que) o objetivo dos testes nesta etapa deve ser primeiro confirmar se (não causa) nenhum mal aos pacientes, e não buscar benefícios", disse o professor Ian Wilmut, diretor do centro de pesquisas regenerativas da Universidade de Edimburgo. "Quando isso for confirmado, o foco será o desenvolvimento do novo tratamento."

Células-tronco contra a cegueira

Chris Mason, especialista em medicina regenerativa da Universidade College London, disse que pesquisadores britânicos pretendem seguir os passos de seus colegas norte-americanos e começar testes no ano que vem com células-tronco, para combater uma degeneração celular que causa cegueira.

O governo dos Estados Unidos atualmente briga na Justiça para permitir o financiamento público de pesquisas com células-tronco.

No mês passado, um tribunal de recursos do país suspendeu uma decisão judicial prévia que proibia pesquisas com células-tronco embrionárias financiadas com verbas do governo federal.

O debate, no entanto, não envolve as pesquisas realizadas em Atlanta, que são feitas com financiamento privado de US$ 170 milhões, da própria Geron.

Fonte: www.diariodasaude.com.br

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Criada vacina experimental contra Mal de Alzheimer.

 

Vacina experimental

Cientistas criaram uma vacina experimental contra a beta-amiloide, a pequena proteína que forma placas no cérebro e que se acredita contribuir para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Os pesquisadores da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, fizeram experimentos em animais para comparar os resultados da nova vacina em relação às chamadas vacinas de DNA.

A nova vacina experimental estimulou mais de 10 vezes os anticorpos que se ligam à beta-amiloide, eliminando a proteína, em comparação com as vacinas de DNA. Os resultados foram publicados na revista médica Vaccine.

Vacina contra beta-amiloide

O prosseguimento do estudo irá se concentrar agora na determinação da segurança da vacina e na verificação de se ela realmente protege as funções mentais em animais.

"O anticorpo é específico; ele se liga à placa no cérebro. Ele não se liga ao tecido do cérebro que não contém placa," explica o Dr. Roger Rosenberg, coordenador do estudo. "Esta abordagem é promissora porque gera anticorpos suficientes para ser útil clinicamente no tratamento de pacientes."

Uma vacina tradicional - uma injeção da própria proteína beta-amiloide no braço - mostrou-se capaz, em outras pesquisas, de acionar uma resposta imunológica, incluindo a produção de anticorpos e outras defesas do corpo contra a beta-amiloide.

No entanto, a resposta imune a esse tipo de vacina algumas vezes causou um inchaço cerebral significativo. Foi por isso que o Dr. Rosenberg e sua equipe se voltaram para o desenvolvimento de uma vacina de DNA não-tradicional.

Vacina de DNA

A nova vacina de DNA não contém a própria proteína beta-amiloide, mas sim um pedaço do gene da beta-amiloide, que codifica a proteína.

Neste estudo, os pesquisadores revestiram minúsculas esferas de ouro com o DNA da beta-amiloide e injetaram as nanopartículas na pele da orelha dos animais.

Uma vez no corpo, o DNA estimulou uma resposta imunológica, incluindo a criação de anticorpos para a beta-amiloide.

O próximo passo da pesquisa será testar a segurança da vacina a longo prazo em animais, segundo o Dr. Rosenberg.

"Depois de sete anos desenvolvendo esta vacina, estamos esperançosos de que ela não irá apresentar qualquer toxicidade significativa, e que será possível desenvolvê-la para uso humano", disse ele.

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Tanto faz alongar antes do exercício, revela maior pesquisa já feita sobre tema.

 

O alongamento já foi considerado requisito para a prática de exercícios e prevenção de lesões. Tornou-se popular como uma forma de recompensar os músculos massacrados por corridas, levantamento de peso ou pelo pula-pula da aeróbica.

A relação parecia óbvia: contraiu? Agora, alongue. Mas como quase nada no funcionamento do corpo é assim tão simples, a corda começou a esticar para os defensores da causa.

Tipo de alongamento depende de objetivo e corpo de cada pessoa

 Marcelo Justo/Folhapress

Dúvidas sobre a prática podem estimular exercício consciente,
em vez de repetir o que "todo mundo faz"

Nos últimos anos, surgiram estudos mostrando que se alongar antes do exercício, além de não prevenir lesões, eleva o risco de que ocorram.

A notícia agradou a turma que já não gostava muito da prática, mas se sentia culpada por deixar de fazer algo tão recomendável para um treino saudável. E não convenceu os fiéis defensores do estiramento muscular.

Para complicar a vida de quem busca uma regra clara -alongar ou não- a última grande pesquisa sobre o tema chegou à decepcionante conclusão que... tanto faz!

O maior estudo sobre alongamento feito até hoje, envolvendo 1.400 pessoas de 13 a 60 anos, mostrou que o número de lesões entre quem se alongou ou não antes de correr foi estatisticamente igual.

Feita pela organização governamental norte-americana para corrida e caminhada Track and Field, a pesquisa foi um balde de água fria para as correntes pró e contra alongamento. Ele nem previne nem induz lesões, afirmam os autores do trabalho.

O mais chato é que, nesse estica e puxa entre entusiastas e críticos do alongamento, o cidadão que quer simplesmente se exercitar da forma mais adequada possível fica sem saber o que fazer.

"Concluir que o alongamento não serve para nada não é o caminho", afirma Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP e especialista em biomecânica do treino de resistência pelo Cooper Institute, dos EUA.

Para Guiselini, o problema é que muitos atribuem à prática uma finalidade para a qual ela não foi construída. "As pessoas usam como se fosse o aquecimento para a atividade física, mas é no máximo uma parte dele, e com efeito muito pequeno."

POSTURA

A ideia de que os exercícios deixarão os músculos mais alongados também é inexata. "O alongamento serve para manter o comprimento fisiológico [normal] do músculo, não vai deixá-lo mais comprido do que é", diz o fisioterapeuta Victor Liggieri, autor de "De Olho na Postura" (ed. Summus).

O treinador da clínica Força Dinâmica Luiz Fernando Alves, formado em esportes pela USP e especializado em dor crônica e prevenção de lesões, reforça que não há consenso sobre o papel do alongamento ou se deve ser feito antes ou após o treino.

"Enquanto a ciência não nos dá a luz, o que é possível fazer é identificar a necessidade de cada pessoa e observar a postura certa durante a execução de qualquer exercício." (Veja quadro à pág. 9)

A organização postural também é a resposta para a educadora física Christina Ribeiro, coautora do livro sobre postura.

"Dependendo da forma como é feito, o alongamento pode prevenir lesão ou acentuar um problema preexistente."

Foi o que aconteceu com o psicanalista Daniel Kauffmann, 34. Corredor amador, ele treinava cinco vezes por semana, orientado por uma assessoria de corrida. Fazia tudo direitinho, inclusive a sequência clássica de alongamentos para corrida.

"O erro é usar o mesmo tipo de alongamento para todo mundo. No meu caso, os alongamentos sobrecarregavam o que estava mais frágil. Achava que estava fazendo para prevenir a dor e era o que mais me prejudicava."

Seu problema é o encurtamento da musculatura posterior (do pescoço ao tornozelo) que, com a repetição de gestos e posturas erradas, gerou uma hérnia de disco.

Hoje, ele faz um trabalho corporal que incluiu fisioterapia e reeducação da postura e dos movimentos.

Sua irmã, a consultora de moda Carol Kauffmann, 36, tem história parecida. Também praticante de corrida, fazia o alongamento de praxe, mas isso não preveniu as lesões na tíbia e no pé.

"Eu precisava de um trabalho específico para meu tipo de pisada. Os alongamentos não ajudavam em nada."

PARA QUÊ?

Segundo Guiselini, casos como esses podem ser comuns, mas não provam necessariamente que se alongar para a prática esportiva aumenta o risco de lesão, como sugerem alguns estudos.

Ele lembra que há vários tipos de alongamento (leia à pág. 8). "Qual o melhor? Depende. Há técnicas para para recuperar a amplitude, para tensão muscular."

E as lesões podem, sim, ter relação com o encurtamento da musculatura.

O radiologista Marcelo Brejão, 39, descobriu isso quando uma dor nos ombros passou a "corroer a alma". Começou a malhar para perder peso. Ganhou músculos e perdeu gordura com uma hora e meia de musculação quatro vezes por semana e três sessões de uma hora de aeróbica. Achava que se alongar não servia de nada.

"A musculação me deixava atarracado. Descobri que podia compensar com alongamentos para aumentar a amplitude articular."

ESTÁTICO OU DINÂMICO

Para o fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, da clínica Força Dinâmica, é preciso trabalhar a amplitude e a distribuição da força muscular.

"Isso é feito de forma dinâmica, um vai e volta das posições de alongamento, sustentadas por cinco segundos, com movimentos leves", diz.

Já o popular alongamento estático não é indicado por Semiatzh como preparação para uma atividade intensa. "Se você estica o músculo, após um tempo ele manda uma mensagem ao cérebro: "estou arrebentando". A resposta cerebral é: relaxa. Então o sistema neuromotor desliga a fibra muscular, para ela não fazer mais força."

E após o treino, é para alongar como? Aqui também as posições se dividem. E tudo depende da forma como os exercícios são feitos.

Quem acha que precisa atingir a extensão máxima e que sentir dor é sinal de que está se alongando, pode estar causando o efeito oposto.

Para algumas pessoas, vale fazer movimentos suaves, prestando atenção na organização postural e pensando no que está fazendo. Só não vale fazer qualquer coisa só porque todo mundo faz.

"Quando vejo atletas em parques, penso que há uma epidemia de tríceps encurtados. É todo mundo com o braço dobrado por trás da cabeça. Para que, se esse músculo mal é solicitado na corrida?", questiona Guiselini.

Por essas e outras, o melhor a fazer é treinar o corpinho usando a cabeça.

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Ansiedade é o pior de todos os males psicológicos, diz especialista.


Ansiedade pode causar doenças sérias como gastrite,
úlceras, colites, taquicardia, hipertensão e cefaleia

Aflição, agonia, impaciência, inquietação. Esses são alguns sinais da ansiedade, sentimento capaz de prejudicar a qualidade de vida, autoestima e saúde do ser humano.

Aprender a lidar com ela é fundamental para garantir uma vida saudável. E para isso, é preciso entender os seus mecanismos.

“A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis. A ansiedade está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida”, explica a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro, de São Paulo (SP), que é vice-presidente de Projetos e Expansão da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. “Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas”, diz.

Por causa dos múltiplos papéis que desempenham e devido às variações hormonais, algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse. Porém, os homens não estão imunes a esse mal. Questões profissionais e financeiras também podem desencadear a sensação de angústia e impaciência no sexo masculino.

Sentimento que pode causar doenças
Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas.

O psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga”, afirma.

Qualquer um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade. Mas o transtorno merece atenção redobrada quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais, profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.

“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento”, explica a psicóloga Sâmia Simurro.

“Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial”, afirma o psicólogo Alexandre Bez. “Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível”, alerta. De acordo com Bez, em casos extremos e dependendo do perfil do paciente é necessária a prescrição de medicamentos.

Apesar dos males causados pela ansiedade, a psicóloga Sâmia Simurro alerta que, na dose certa, esse sentimento pode ser positivo. “Precisamos de desafios para nos desenvolver. É preciso aprender a viver com níveis de ansiedade suficientes para atingir o nível mais alto do nosso potencial. É claro que ansiedade demais torna a vida das pessoas um caos, porém, nenhuma ansiedade nos leva à estagnação”, conclui.

Veja como mudar 15 hábitos e combater a ansiedade:

1. Procure não deixar nada pendente
Não terminar tarefas e assumir responsabilidades acima do que se pode fazer contribuem para o aumento da ansiedade. Esboce um plano para resolver o que é urgente e organize-se.

2. Prepare-se para os desafios
Atitudes como estudar com antecedência para as provas, informar-se sobre a empresa antes de uma entrevista de emprego e se preparar para uma reunião de negócios são fundamentais para ter confiança diante dos desafios. Dessa forma, você vai se sentir seguro e menos ansioso.

3. Melhor prevenir do que remediar
Antes de sair, veja se o tanque de combustível do carro está cheio. Se você saiu de casa com o ponteiro do combustível na reserva, trate de completar o tanque no primeiro posto que avistar. Evite ter problemas desnecessários por falta de precaução e cuidado.

4.Veja o lado bom das coisas
De acordo com um estudo publicado pela Isma Brasil, filial da International Stress Management Association, instituição voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse no mundo, o impacto positivo da felicidade no sistema de imunidade é mais poderoso do que o negativo e ajuda a minimizar a ansiedade. Portanto, se você planejava ir à praia no fim de semana, mas viu que o tempo não está bom, mude seus planos: vá ao cinema, faça um fondue com os amigos, alugue os DVDs da série que você adora ou faça outro programa que o agrade. Ao invés de reclamar, procure transformar situações negativas em positivas.

5. Caminhe 30 minutos por dia, três vezes por semana
Essa prática, recomendada pela OMS, é ótima não só para tirar você do grupo dos sedentários como para ajudar a controlar a tensão emocional. O mesmo período de tempo pode ser empregado para qualquer outra atividade física, como boxe, ioga ou corrida.

6. Ouça música
“ Estudos científicos demonstram que a música relaxa os músculos, diminui a sensibilidade à dor e dilui emoções destrutivas”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil. Para driblar a ansiedade, os gêneros mais indicados são o clássico e o barroco – em especial, no trânsito.

7. Evite ter pensamentos negativos
Seu pensamento determina a forma como você enxerga a vida. Se pensar de maneira positiva, vai se sentir mais feliz e as chances de tudo dar certo podem ser maiores.

8. Tenha um bicho de estimação
O simples ato de fazer carinho em um animal relaxa tanto o bicho quanto seu dono. Alguns estudos científicos indicam que as pessoas que cuidam de um animal tendem a baixar a pressão arterial. Então, se você não tem condições de ter um pet, que tal levar o cachorro da vizinha para passear de vez em quando? Observar peixes no aquário também traz benefícios: tranquiliza a mente e evita pensamentos que trazem preocupação e ansiedade.

9. Livre-se da mania de perfeição
Perfeccionistas tendem a prejudicar suas relações pessoais e profissionais colocando-se sob constante pressão. Confronte o medo que lhe motiva a buscar a perfeição. Você pode temer, por exemplo, que as pessoas não gostem de você. Na realidade, as pessoas tendem a respeitar quem tem coragem de admitir um erro e repelem quem acha que sabe tudo.

10. Deixe o trabalho no trabalho
Muitos sintomas do estresse, como ansiedade, dores musculares, hipertensão, fadiga, taquicardia e angústia, têm sido atribuídos ao acúmulo das pressões profissionais. Evite ficar pensando em trabalho depois do expediente. Afinal, você já passa horas no escritório.

11. Alimente o seu humor
Carboidratos, em geral, costumam acalmar: macarrão, pães, biscoitos, arroz e batata. Frutos do mar, nozes, brócolis, espinafre, chocolate e pimentão dão energia. Já a cafeína ajuda a combater o cansaço, mas deixa o cérebro mais desperto, o que pode ser um perigo para pessoas muito ansiosas.

12. Tenha plantas em casa
Cuidar de plantas (flores ou hortaliças) pode proporcionar equilíbrio emocional e amenizar os efeitos negativos do estresse. Regar uma plantinha é uma terapia informal, que ajuda aliviar a tensão e a ansiedade. Mexer com terra e folhas não resolve os problemas, mas ajuda a refletir e analisar melhor as situações.

13. Faça refeições sem pressa
Escolha um momento em que você possa comer sem interrupções. “Procure sentir os sabores, a temperatura e a textura dos alimentos. Sinta-os se desmanchar e transformando-se em sangue e tecido para o seu corpo”, sugere Carlos Legal, consultor em aprendizagem organizacional e qualidade de vida no trabalho, da Legalas Educação e Qualidade de Vida, empresa dedicada ao desenvolvimento de pessoas e organizações.

14. Dê uma pausa no trabalho
Busque fazer uma pausa durante o trabalho. Feche os olhos e respire fundo por alguns minutos, procurando manter a mente tranquila e relaxada. O cardiologista Artur Zular, de São Paulo (SP), diz que é bom se imaginar em algum lugar calmo, como um bosque, jardim ou uma praia, sempre sozinho. “Estar com alguém inspira sentimentos e o melhor para meditar é ficar livre de qualquer emoção, concentrando-se apenas em si”, explica.

15. Medite com palavras
Marcia Plessmann, instrutora do Centro de Estudos Filosóficos Palas Athena, de São Paulo (SP), ensina que para meditar é preciso criar uma frase que seja significativa e inspiradora para manter a ansiedade sob controle. “Na medida em que você solta a respiração, repita a frase mentalmente. Pode, também, ser uma oração ou um pequeno verso”, ensina.

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