Escolha um dos assuntos abaixo:
• Analgésico
codeína
- deve
ser
banido,
dizem...
• Cientistas
encontram
conexão
biológica
- entre
ansiedade e
depressão...
• Laser
de baixa intensidade
e ultrassom -
amenizam
dores mandibulares...
• Robô faz
fisioterapia - em
pacientes de derrame...
• Plantas
medicinais - têm
uso regulamentado pela Anvisa...
• Quando
coisas ruins acontecem
- com
pessoas boas - nos hospitais...
• Estudo
mostra como gordura corporal - afeta
o envelhecimento...
• Acreditar
em Deus
- melhora
resposta ao tratamento para depressão...
• Médicos
renomados - fazem
mais bem ao hospital que aos pacientes...
• Zumbido
no ouvido - pode
ser causado por por problemas afetivos...
• Cálcio - é mais
importante para o coração do que se pensava...
• Futuros
médicos - querem
aprender mais sobre...
• Pessoas
felizes e positivas -
têm menos ataques cardíacos...
• Kit
descartável - vai
detectar câncer na hora...
• Uso
abusivo de medicamentos - supera
o uso de drogas no mundo...
• Células-tronco
restauram - tecido
de medula espinhal lesionada...
• Começam
testes com - células-tronco
embrionárias em seres humanos...
• Criada
vacina - experimental
contra Mal de Alzheimer...
• Tanto
faz - alongar
antes do exercício...
• Ansiedade é o
pior de - todos
os males psicológicos, diz...
Zumbido no ouvido
pode ser causado por por problemas afetivos
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O
estudo investigou os aspectos psicológicos ligados à percepção
de música e vozes sem fonte sonora externa - classificados
como fenômenos alucinatórios. [Imagem: Ag.USP]
Ouvindo
vozes
Uma
pesquisa realizada na Faculdade de Medicina da USP
(FMUSP) descobriu que a presença de zumbidos
está associada não apenas a questões
orgânicas, como a perda de audição,
mas também a aspectos afetivos dos pacientes,
como a depressão entre idosos.
O
estudo investigou os aspectos psicológicos
ligados à percepção de música
e vozes sem fonte sonora externa - classificados como
fenômenos alucinatórios - em pacientes
que relatavam o zumbido.
O
trabalho surgiu a partir dos relatos cada vez mais
frequentes da ocorrência dos zumbidos por pacientes
aos do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP.
Psicoses,
depressões e alucinações
"O trabalho investigou se os fenômenos
relatados tinham a ver com a ocorrência de psicoses
ou depressão e se o conteúdo dos fenômenos
alucinatórios (músicas ou vozes) estavam
relacionados a algum aspecto afetivo do paciente",
descreve a psicóloga Rosa Maria Rodrigues dos
Santos, que fez a pesquisa.
Durante
um ano, dez pacientes do ambulatório
referiram-se tanto ao zumbido quanto a essas outras
percepções complexas. Todos foram encaminhados
para a pesquisa, passando por duas a quatro entrevistas
para avaliação psicanalítica,
além da aplicação de outros instrumentos
para o estudo.
"Nenhum dos entrevistados foi considerado psicótico
por meio desta avaliação", relata
a psicóloga. "Todos os participantes apresentaram
alguma questão relacionada à depressão,
que se manifestava em diferentes níveis, seja
leve, moderado ou grave." A depressão esteve
vinculada a características de personalidade
dos pacientes, que aumentavam o sofrimento dos mesmos
em superar dificuldades da vida.
Zumbido no ouvido
Os
pacientes, todos com perda de audição
e, em sua maioria, idosos, relataram que ouviam músicas
ou vozes - que se caracterizaram pelo chamado do próprio
nome ou por falas incompreensíveis. Tanto esses
fenômenos quanto o zumbido eram percebidos com
muita frequência ou até mesmo constantemente,
em alguns casos.
"Isso foi referido como causador de incômodo
importante, mas metade dos entrevistados disse que
o fenômeno deixava de ser tão desagradável
quando conseguiam se distrair ou se acalmar. No entanto,
esses pacientes pouco investiam nessa possibilidade
de distração", aponta Rosa Maria.
Perda de contato social
Segundo
a pesquisadora, a perda de audição
no idoso favorece a quebra do contato com o outro,
diminuindo a sustentação social e afetiva. "Hoje
se diz que os idosos são mais ativos, mas muitos
estão às voltas com o isolamento, sem
condição de se colocarem no mundo, o
que favorece o sentimento de tristeza e de desamparo",
alerta.
"Muitas vezes, a depressão na terceira
idade é subdiagnosticada, sendo pouco percebida
pelo próprio idoso e por seus familiares." Para
os pacientes entrevistados, ouvir o chamado do próprio
nome ou uma música especial, por intermédio
do fenômeno alucinatório, refletia uma
forma de lidar ou diminuir o desamparo do paciente,
que se sentia desligado ou em vias de se desligar do
convívio com outras pessoas.
Atenção dos médicos
A
psicóloga recomenda que os médicos
estejam mais atentos aos relatos dos pacientes durante
as consultas.
"Por exemplo, se a pessoa apresenta a característica
de evocar eventos desagradáveis de modo excessivo,
associados ao zumbido ou não, o médico
pode encaminhá-la para uma avaliação
psicológica mais detida", recomenda.
"Essa insistência do paciente pode prejudicar
sua qualidade de vida, tendendo a piorar aspectos depressivos,
bem como o sofrimento com o zumbido ou com os fenômenos
alucinatórios - se houver".
A
abordagem do problema, enfatiza a pesquisadora, "não
se deve limitar a aspectos biológicos, como
associar as músicas ouvidas pelos pacientes
apenas a uma compensação neurológica
pela perda de audição".
Fonte:
www.diariodasaude.com.br
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Cálcio é mais
importante para o coração do que se pensava.
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As
pesquisas propõem abordagens para o tratamento e
prevenção de doenças cardiovasculares por meio do
estudo do transporte e da regulação de cálcio no
coração.[Imagem: BGSU]
Cálcio
e coração
Pesquisadores
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) têm obtido resultados importantes em
um estudo com foco na quantificação de
fluxos de cálcio e na participação
de transportadores de cálcio na contração
e relaxamento dos ventrículos do coração.
No
miocárdio, a maior parte do cálcio
que produz contração tem origem em um local
de estoque intracelular, o retículo sarcoplasmático.
O estudo verificou que o transporte do mineral entre
o retículo sarcoplasmático e o citoplasma
da célula cardíaca é o principal
sistema responsável pelo desenvolvimento de
contração e relaxamento no coração.
O estudo está sendo feito em modelos animais,
com acompanhamento desde o dia do nascimento.
Crenças
e conceitos equivocados
"Até então, acreditava-se, principalmente
com base em dados de biologia molecular e de inibição
da função reticular, que o retículo
sarcoplasmático tinha um papel secundário
no acoplamento excitação-contração
no coração do recém-nascido",
afirma Rosana Almada Bassani, que fez a pesquisa em
conjunto com José Wilson Magalhães Bassani.
"Nosso estudo, com foco quantitativo na interação
dos diferentes transportadores, realizado em células
vivas intactas, contribuiu para a reversão desse
conceito equivocado. Além disso, com relação à importância
do retículo sarcoplasmático no transporte
de cálcio, há mais semelhança
entre corações imaturos e maduros do
que se acreditava anteriormente", apontou.
Importância do cálcio no coração
Os
estudos feitos na Unicamp demonstram que o vazamento
de cálcio do retículo sarcoplasmático
tem um importante papel na geração da
atividade espontânea de células marca-passo
cardíacas, e também em células
miocárdicas com sobrecarga de cálcio,
podendo levar, nesse último caso, ao aparecimento
de arritmias.
"Esse fenômeno tem recebido grande atenção
de pesquisadores em todo mundo, mostrando-se um possível
alvo de intervenções terapêuticas
em certos casos de arritmia cardíaca",
disse Rosana.
A
pesquisa aponta ainda que o padrão de interação
entre os diversos transportadores de cálcio
em células miocárdicas em corações
de recém-nascidos apresenta diferenças
com relação ao padrão adulto,
o que pode nortear o desenvolvimento e a administração
de medicamentos para uso pediátrico.
Transporte
de cálcio
"Ainda não está bem claro qual é o
impacto da regulação neural sobre os
transportadores de cálcio miocárdico
durante o desenvolvimento dos indivíduos",
disse Rosana.
Segundo
ela o interesse da pesquisa nesse caso abrange questões relacionadas ao transporte de cálcio
no miocárdio, buscando esclarecer desde aspectos
fundamentais, como o processo de acoplamento excitação-contração
(liberação fracional de cálcio
do retículo sarcoplasmático e sua regulação),
até o envolvimento desse íon na geração
de arritmias cardíacas.
"Resultados preliminares mostraram que os miócitos
cardíacos de ratos neonatos respondem com considerável
mobilização de cálcio ao neurotransmissor
simpático noradrenalina, mesmo que a inervação
simpática do coração ainda não
esteja desenvolvida nesses animais", disse Rosana.
Isso
indica que, desde o nascimento, as células
cardíacas já estão aparelhadas
para produzir contrações mais intensas
em resposta à sinalização neuro-hormonal
simpática.
"Espera-se que o conhecimento adquirido no conjunto
dos estudos possa contribuir para entendimento das
modificações fisiológicas da função
cardíaca e sua regulação durante
o desenvolvimento pós-natal e em condições
fisiopatológicas", ressaltou.
Estimativa
dos fluxos de cálcio
As
equipes dos pesquisadores, no Laboratório
de Pesquisa Cardiovascular do Centro de Engenharia
Biomédica, também estudam quantitativamente
o transporte e a regulação de cálcio
no coração, com o objetivo de estabelecer
a importância de cada transportador e melhorar
o entendimento sobre as relações entre
eles.
Entre
as abordagens em andamento, José Wilson
Bassani destaca o esforço pelo desenvolvimento
de novos métodos para a estimativa dos fluxos
de cálcio e a quantificação da
contribuição de diferentes transportadores
do íon para processos como desenvolvimento de
contração e relaxamento do coração.
"Essa abordagem tem permitido identificar variações
na interação de transportadores com espécies
animais, inclusive em humanos, além de condições
patológicas, como hipertensão arterial
e insuficiência cardíaca", disse.
Papel
do cálcio no organismo
O
professor explica que o íon cálcio
desempenha múltiplas funções nas
células do organismo humano, afetando a função
celular desde o nível genético e regulatório
até as atividades elétricas e mecânicas. "Em
músculos, o cálcio é o principal
sinalizador para a contração e, particularmente
no coração, sua concentração
citoplasmática oscila precedendo cada contração",
explicou.
No
coração, o íon é necessário
para a geração da atividade elétrica
e do disparo e manutenção da atividade
contrátil. Além disso, diversos transportadores
de cálcio existentes na célula cardíaca
regulam as variações intracelulares do íon
para a execução das diversas funções
do coração.
"Em muitas doenças cardiovasculares, as
alterações do transporte celular de cálcio
podem ser uma das causas primárias do mau funcionamento
da bomba cardíaca, gerando insuficiência
contrátil e alguns tipos de arritmias",
conta.
Resultados
obtidos pela equipe têm sido publicados
em importantes revistas científicas internacionais,
como o American Journal of Physiology, Biophysical
Journal, Journal of Physiology, Journal of Molecular
and Cellular Cardiology, Cell Calcium, European Journal
of Physiology e IEEE Transactions on Biomedical Engineering.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Futuros
médicos querem aprender mais sobre terapias alternativas
e complementares.
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Três
em cada quatro estudantes de medicina acreditam que
a medicina ocidental
tradicional pode se beneficiar
com a integração das terapias e das práticas
das
medicinas complementar e alternativa.[Imagem: Wikimedia/Yihungkuo]
Confiança
as terapias alternativas
Na
maior pesquisa sobre o assunto feita até hoje,
pesquisadores da Universidade da Califórnia,
nos Estados Unidos, levantaram as atitudes e a confiança
que os estudantes de medicina têm em relação à Medicina
Complementar e à Medicina Alternativa.
Eles
descobriram que três em cada quatro estudantes
de medicina acreditam que a medicina ocidental tradicional
pode se beneficiar com a integração das
terapias e das práticas das medicinas complementar
e alternativa (MCA - Medicina Complementar e Alternativa).
Fenômeno
global
"A Medicina Complementar e a Medicina Alternativa
estão recebendo cada vez mais atenção
em função da crise global de saúde
e do papel significativo da medicina em suprir as necessidades
de saúde pública nos países em
desenvolvimento", afirma o Dr. Ryan Abbott, um
dos autores do estudo.
"A integração das MCA nos cuidados
da saúde é hoje um fenômeno global,
com os tomadores de decisões políticas
de mais alto nível endossando a importância
de uma forma historicamente marginalizada de cuidar
da saúde," acrescenta ele.
Medicina Complementar e Medicina Alternativa
A
MCA, que inclui terapias como massagens, ioga, acupuntura,
fitoterapia e várias outras práticas,
muitas herdadas da tradição oriental
da medicina, é caracterizada por uma abordagem
holística e altamente individualizada para o
atendimento ao paciente.
Segundo
os pesquisadores, o que diferencia as práticas
médicas conhecidas como Medicina Alternativa
e Medicina Complementar é a ênfase:
•
na maximização da capacidade
natural do corpo para se curar;
• no envolvimento dos pacientes como participantes
ativos
nos cuidados da própria saúde;
• na abordagem dos aspectos físicos, mentais
e espirituais da doença;
e
nos cuidados preventivos.
Terapias alternativas nos cursos de Medicina
Embora
o interesse nestas áreas venha aumentando
dramaticamente nos últimos anos, as informações
sobre essas terapias ainda não são integradas
de forma mais ampla no ensino médico.
"Mesmo com a alta prevalência de uso das
MCAs hoje, a maioria dos médicos ainda sabe
muito pouco sobre as formas não-convencionais
de medicina", diz o Dr. Michael S. Goldstein,
coautor do estudo. "Investigar as atitudes e o
conhecimento dos estudantes de medicina sobre o assunto
vai nos ajudar a avaliar se isso pode mudar no futuro."
Os
pesquisadores descobriram que, embora os estudantes
de medicina endossem a importância da medicina
complementar e alternativa, ainda existem obstáculos
que podem impedir os futuros médicos de recomendar
estes tratamentos aos seus pacientes.
O que os estudantes de medicina acham das terapias
alternativas
Veja os principais resultados da pesquisa:
• 77
por cento dos participantes concordaram em certa
medida que os pacientes cujos médicos
sabem sobre
a medicina complementar e alternativa, além
da medicina
convencional, beneficiam-se mais do que
aqueles cujos
médicos só estão
familiarizados com a medicina ocidental.
• 74 por cento dos participantes concordaram em alguma
medida que um sistema de medicina que integre terapias
da medicina convencional, complementar e alternativa,
seria mais eficaz do que qualquer uma dessas abordagens
oferecida de forma independente.
• 84 por cento dos participantes concordaram em certa
medida
que o campo contém crenças, pontos
de vistas, ideias
e terapias das quais a medicina convencional
poderia se beneficiar.
• 49 por cento dos estudantes de medicina afirmaram
que
eles próprios já usaram tratamentos complementares
e alternativos; no entanto, poucos recomendariam
a
utilização destes tratamentos na sua
prática médica
até que mais uma
melhor avaliação científica de
cada
procedimento tenha sido feita.
Terapias
alternativas no currículo
de Medicina
Embora
mais da metade de todas as escolas de medicina dos
Estados Unidos atualmente ofereça algum
tipo de curso enquadrado dentro das MCA, os pesquisadores
afirmam que estes cursos podem ser ampliados ou incorporados
no currículo formal e padronizado do curso de
Medicina.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Pessoas
felizes e positivas têm menos ataques cardíacos.
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O
estudo sugere que pode ser possível ajudar as pessoas
a evitar as doenças cardíacas
melhorando suas emoções
positivas. [Imagem: Everaldo Coelho/YellowIcon]
Emoções
positivas para o coração
Pesquisadores
do Centro Médico da Universidade
de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram uma ligação
direta entre as emoções e as doenças
cardíacas.
O
estudo, o primeiro a demonstrar uma relação
direta entre as emoções positivas e as
doenças coronarianas, foi publicado na revista
da Sociedade Europeia de Cardiologia.
Efeito positivo
"Ser feliz faz bem para o seu coração," afirma
Karina Davidson, que coordenou a pesquisa, um estudo
observacional sobre uma amostra da população
que passou por eventos cardíacos de diversos
tipos.
O
estudo sugere que pode ser possível ajudar
as pessoas a evitar as doenças cardíacas
melhorando suas emoções positivas.
Ao
longo de um período de 10 anos, Davidson
e seus colegas acompanharam 1.739 adultos saudáveis
(862 homens e 877 mulheres). No início do estudo,
enfermeiras treinadas avaliaram o risco de doenças
cardíacas de cada um dos participantes e o grau
de expressão de emoções positivas,
que é conhecido como um "efeito positivo."
Emoções agradáveis
O
efeito positivo foi definido como a experimentação
de emoções agradáveis, como alegria,
felicidade, entusiasmo e contentamento. Esses sentimentos
são normalmente estáveis e característicos
da personalidade, sobretudo entre os adultos.
Depois
de levar em conta idade, sexo, fatores de risco cardiovasculares
e emoções negativas,
os pesquisadores descobriram que, ao longo do período
de 10 anos, um maior efeito positivo esteve associado
com um risco de doenças 22% menor por ponto
- em uma escala de cinco pontos que mede os níveis
de expressão do efeito positivo, variando de "nenhum" para "extremo".
"Nós também descobrimos que se
alguém, que era normalmente positivo, apresentou
algum sintoma depressivo no período da pesquisa,
isto não afetou o menor risco em geral da doença
cardíaca," diz Davidson.
Como
as emoções afetam o coração
Os
pesquisadores especulam sobre os possíveis
mecanismos pelos quais as emoções positivas
podem oferecer uma proteção de longo
prazo contra as doenças do coração.
Entre
as possibilidades, eles listam a influência
das emoções positivas sobre a variabilidade
da frequência cardíaca, sobre os padrões
de sono e sobre o abandono do cigarro.
"Nós temos diversas explicações
possíveis," diz a Dra. Davidson. "Primeiro,
as pessoas com o efeito positivo podem ter períodos
maiores de relaxamento fisiológico. Segundo,
eles podem se recuperar mais rapidamente de eventos
estressantes, não gastando muito tempo revivendo-os,
o que pode causar danos fisiológicos."
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Kit
descartável vai detectar câncer na hora.
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Kit
de diagnóstico
Você já pensou se fosse possível
ir até a loja e comprar um kit capaz de diagnosticar
o câncer com rapidez e precisão, de forma
parecida com o que se faz hoje com os testes de gravidez?
Esta
realidade pode estar mais próxima do que
parece, graças ao trabalho do professor Jae
Kwon, da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.
Sensores
acústicos
O
Dr. Kwon está desenvolvendo um sensor minúsculo,
conhecido como sensor acústico de ressonância,
que é menor do que um fio de cabelo humano e é capaz
de testar fluidos corporais para detectar uma grande
variedade de doenças, incluindo o câncer
de mama e o de próstata.
"Muitas substâncias presentes em líquidos,
relacionadas com doenças, não podem ser
facilmente rastreadas," diz o pesquisador.
"Em um ambiente líquido, a maioria dos
sensores sofre uma perda significativa da qualidade
do sinal. Mas usando os sensores acústicos de
ressonância em um líquido, que são
altamente sensíveis e apresentam baixa perda
de sinal, essas substâncias podem ser detectadas
de forma rápida e segura - um conceito totalmente
novo que vai resultar em uma abordagem não-invasiva
para a detecção do câncer."
Laboratório portátil
Os
sensores utilizam nanotecnologia para a construção
de equipamentos meio mecânicos, meio elétricos,
que são minúsculos - menores do que o
diâmetro de um fio de cabelo humano, para a detecção
das doenças diretamente dos fluidos corporais.
O
sensor não exige grandes volumes de dados
e nem equipamentos de laboratório para a análise
de seus resultados, podendo ser integrado juntamente
com outros equipamentos eletrônicos para a montagem
de aparelhos portáteis de detecção
de doenças.
O
sensor que o Dr. Kwon está aprimorando também
produz resultados quase imediatos, que poderão
reduzir a ansiedade dos pacientes, que geralmente sofrem
com a espera pelos resultados dos métodos tradicionais
de detecção, como as biópsias,
que podem demorar vários dias ou semanas antes
que os resultados sejam conhecidos.
Aparelho
de diagnóstico
"Nosso objetivo final é produzir um aparelho
que faça o diagnóstico de múltiplas
doenças de forma simples e rápida e,
eventualmente, possa ser usado como um 'pronto-atendimento'
no consultório ou no leito do paciente." disse
Kwon.
Os
resultados chamaram a atenção da
Academia de Ciências dos Estados Unidos, que
está fornecendo os US$400 mil que o Dr. Kwon
pediu para aprimorar seus sensores. Ele espera que
os resultados estejam disponíveis em cerca de
cinco anos.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Uso
abusivo de medicamentos supera o uso de drogas
no mundo.
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Os
remédios controlados são mais fáceis de se obter
e não recebem a mesma atenção da fiscalização que
as drogas.
Mas os dois problemas não são muito diferentes,
já que ambos são vícios. [Imagem: Divulgação]
Remédios
controlados
O
uso abusivo dos chamados remédios controlados,
que só podem ser usado com receita médica,
cresceu tão rapidamente no mundo todo que o
número de viciados em medicamentos superou o
número de usuários de cocaína,
heroína e ecstasy juntos.
"As pessoas tendem a achar que o uso abusivo
dos medicamentos prescritos é apenas um uso
inadequado de substâncias para tratar problemas
de saúde. Mas esses incidentes são frequentemente
resultado de um vício que pode ser tão
letal como a dependência de drogas como a heroína
ou a cocaína", diz um documento divulgado
pela ONU.
Droga
sem fiscalização
O
alerta faz parte de um relatório divulgado
ontem pelo INCB (International Narcotics Control Board),
uma organização ligada à ONU.
Segundo
a organização, os remédios
controlados são mais fáceis de se obter
e não recebem a mesma atenção
da fiscalização que as drogas. Mas os
dois problemas não são muito diferentes,
já que ambos são vícios.
Celebridades
e anônimos
Embora
a morte de celebridades sempre chame a atenção
para o problema, como ocorreu recentemente com o cantor
Michael Jackson, que supostamente morreu depois de
receber medicamentos do seu médico, sempre chamam
a atenção para o abuso de medicamentos.
Mas,
segundo o INCB, este não é um problema
de celebridades. Calcula-se que, só nos Estados
Unidos, 6,2 milhões de pessoas usaram medicamentos
de forma abusiva em 2008.
O
relatório afirma que, na Alemanha, entre
1,4 milhão e 1,9 milhão de pessoas são
viciadas em medicamentos. No Canadá, entre 1%
e 3% da população abusam dos chamados
opioides.
Em
vários países europeus - França,
Itália, Lituânia e Polônia - o percentual
de estudantes que revelou usar sedativos ou tranquilizantes
fica entre 10% e 18%.
Farmácias
online
O órgão da ONU pediu aos países
que monitorem mais de perto as farmácias online,
tidas como um grande elemento incentivador da aquisição
dos medicamentos "controlados". Segundo a
organização, os países devem fiscalizá-las
ou fechá-las.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Médicos
renomados fazem mais bem ao hospital que aos pacientes.
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Tratamentos
com médicos renomados geralmente não mudam
o resultado
de um grave problema de saúde.
Mas custam menos - a
questão que fica é quem embolsa a economia.
[Imagem:
MIT/istockphoto]
Médicos
famosos
Vale
a pena pagar mais caro por uma consulta com um médico
de renome ou internar-se em um hospital mais famoso?
Será que os custos adicionais que um paciente
incorre ao optar por estas opções "de
ponta" pagam-se em termos de benefícios adicionais à sua
saúde?
Uma
pesquisa realizada no renomado MIT, dos Estados Unidos,
oferece uma conclusão sutil
para estas perguntas.
Dinheiro,
e não saúde
Tratamentos
com médicos renomados não
necessariamente mudam o resultado de um grave problema
de saúde.
Por
outro lado, os melhores médicos costumam
oferecer um diagnóstico preciso mais rapidamente
do que os "médicos comuns", diminuindo
o tempo de internação e reduzindo os custos
financeiros do tratamento.
Em
outras palavras, um médico de renome pode
não ser mais capaz de lhe curar do que seus colegas
menos famosos, mas sua precisão de diagnóstico
garantirá economia.
A
questão que fica é para quem a economia
vai. Se você for um paciente particular, embolsará a
diferença. O mais provável, porém, é que
os ganhos vão para o hospital ou para o plano
de saúde.
Tempo
de internação
"Como paciente, eu sempre espero ir para um hospital
de prestígio, mas eu quero saber quanta vantagem
há nisso," diz o economista Joseph Doyle,
que fez a pesquisa juntamente com Steven Ewer, da Universidade
de Wisconsin e Todd Wagner, da Universidade de Stanford.
"Acontece que, se você não tiver acesso às
equipes de maior prestígio, os menos prestigiados
acabarão por fazer o mesmo tipo de intervenção,
mas vai levar mais tempo para que eles cheguem lá,
e isso vai custar mais caro," diz ele.
O
estudo mostrou que as internações hospitalares
são 10% mais curtas e mais baratas na média,
podendo chegar a 25% em certas especialidades médicas.
1% melhor
Para
chegar a esta conclusão, Doyle e seus colegas
analisaram cerca de 70.000 episódios de tratamento,
envolvendo 30.000 pacientes, distribuídos por
13 anos, em um hospital de uma grande cidade norte-americana.
O próprio hospital forneceu uma comparação
de qualidade entre seus médicos.
Apesar
das diferenças, em alguns aspectos os
resultados básicos para os pacientes foram semelhantes,
independentemente de serem tratados pelos médicos
de primeira linha ou pelos médicos de segunda
linha.
As
taxas de mortalidade dos pacientes dos dois grupos
tiveram uma diferença de apenas 1%, medidas no
período de 1 dia, 1 ano e 5 anos.
Amanhã eu lhe digo o que você tem
A
principal diferença entre as equipes esteve
na facilidade e na confiança com que os médicos
mais conceituados fizeram seus diagnósticos. Os
médicos no programa B, os da parte inferior do
ranking da escola médica, pediram 8% mais exames
do que seus colegas mais conceituados, e, em média,
levaram outros exatos 8% mais tempo para oferecerem o
diagnóstico.
Estas
diferenças foram mais pronunciadas no âmbito
de determinadas especialidades. Por exemplo, os médicos
do Programa B levaram 21 por cento mais tempo para pedir
exames de coração, 51 por cento mais tempo
para solicitar uma angiografia e 32 por cento a mais
para pedir um teste de esforço cardíaco
- tudo no caso de pacientes com insuficiência cardíaca.
Estes
atrasos têm um impacto direto sobre o custo
global do tratamento, já que resultará em
maior tempo de internação para os pacientes.
Além disso, as despesas de laboratório
foram cerca de 13 por cento superiores para os pacientes
desses médicos.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Acreditar
em Deus melhora resposta ao tratamento para depressão.
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A
crença em um Deus pessoal e que cuida
diretamente
de
cada pessoa é chamada pelos estudiosos
de antropomorfização
de Deus.[Imagem: Wikimedia]
Fé contra
a depressão
Pesquisas
têm sugerido que a crença religiosa
pode ajudar a proteger as pessoas contra os sintomas
da depressão.
Mas
um estudo, feito na Universidade Rush, nos Estados
Unidos, vai um passo além.
Em
pacientes já com o diagnóstico de depressão
clínica, a crença em um Deus que se importa
com as pessoas pode melhorar a resposta ao tratamento
médico, conforme relata um artigo publicado no
Journal of Clinical Psychology.
Medidores de sentimentos e espiritualidade
Participaram
do estudo um total de 136 adultos diagnosticados com
depressão grave ou depressão bipolar,
atendidos tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial,
voltados para cuidados psiquiátricos.
Os
pacientes foram examinados logo após a internação
para tratamento e oito semanas depois, utilizando o Inventário
Beck de Depressão, a Escala de Desesperança
de Beck, e a Escala do Bem-Estar Religioso - todos instrumentos
padrão das ciências sociais para avaliar
a intensidade, a profundidade e a gravidade da doença
e os sentimentos de desesperança e de satisfação
espiritual, respectivamente.
Fé salvadora
A
resposta à medicação, definida
como uma redução de 50 por cento nos sintomas,
pode variar em pacientes psiquiátricos. Alguns
podem não responder de forma alguma.
Mas
o estudo descobriu que aqueles com fortes crenças
em um Deus pessoal e que se preocupa com as pessoas tinham
maiores chances de responder à medicação
e experimentar melhoras.
Especificamente,
os participantes que ficaram no terço
superior da Escala de Bem-Estar Religioso tinham 75 por
cento mais probabilidades de melhorarem com o tratamento
médico para a depressão clínica.
O
resultado é semelhante a um estudo feito no
Brasil, que demonstrou a importância da religião
para lidar com o câncer.
Importância da esperança
Os
pesquisadores avaliaram se a explicação
para a melhoria da resposta aos medicamentos estaria
ligada ao sentimento de esperança, que normalmente é uma
característica da crença religiosa.
Mas
o grau de esperança, medido pelos sentimentos
e expectativas quanto ao futuro, e o grau de motivação,
não conseguem prever se um paciente se sentirá melhor
com o uso dos antidepressivos.
"Em nosso estudo, a resposta positiva à medicação
teve pouco a ver com o sentimento de esperança
que normalmente acompanha a crença espiritual," afirma
Patricia Murphy, professora de religião, saúde
e valores humanos da Universidade Rush. "Ela esteve
ligada especificamente à crença em um Ser
Supremo que se importa com as pessoas."
Importância da religião
para os pacientes
"Para as pessoas diagnosticadas com depressão
clínica, a medicação certamente
desempenha um papel importante na redução
dos sintomas," disse Murphy. "Mas quando se
trata de pessoas diagnosticadas com depressão,
os médicos precisam estar cientes do papel da
religião na vida de seus pacientes. É um
recurso importante no planejamento do tratamento."
Um
outro estudo sobre religião e medicina mostrou
que, apesar da importância da religião na
recuperação dos pacientes, a maioria dos
médicos tende a ver a fé como um empecilho às
suas decisões.
Antropocentrismo
A
crença em um Deus pessoal e que cuida diretamente
de cada pessoa é chamada pelos estudiosos de antropomorfização
de Deus - conceber Deus como sendo uma espécie
de humano super poderoso.
Esta é uma marca de todas as religiões
ocidentais tradicionais, mas está ausente nas
religiões orientais, como o budismo e o hinduísmo,
bem como em diversas outras igrejas de fundação
mais recente, como o espiritismo e a Fé Bahai.
A
quase totalidade dos teólogos vê essa
crença com uma espécie de interpretação
infantil da divindade. Mas essa compreensão não
chega às liturgias pregadas nas igrejas, o que
tem colaborado para a permanência dessa concepção
de Deus ao longo de milênios - veja mais na reportagem
No que Deus acredita? Naquilo que eu acredito, ora bolas...
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Estudo
mostra como gordura corporal afeta o envelhecimento.
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Pesquisa
avalia influência do exercício físico
na função endócrina
do tecido adiposo em mulheres
de diferentes idades.[Imagem:
Mobia]
Tecido
adiposo
O
tecido adiposo, a famosa "gordura corporal",
não é visto por especialistas apenas como
um simples reservatório energético, mas
também como um órgão endócrino,
uma vez que dele são secretadas um número
elevado de substâncias metabolicamente importantes.
Um
novo estudo agora concluiu que a prática de
exercícios físicos, mesmo que moderada,
pode não só melhorar a composição
corporal no processo de envelhecimento como também
reduzir os efeitos negativos relacionados a esta ação
endócrina do tecido adiposo.
Efeitos do tempo sobre o corpo
Coordenado pela professora Maria Cristina das Neves
Borges Silva, na Universidade Cruzeiro do Sul, a pesquisa
acompanhou 54 mulheres na capital paulista, entre janeiro
de 2009 e janeiro de 2010.
Por
meio das diferenças em idade, a pesquisadora
buscou avaliar os efeitos do tempo sobre o corpo. Ela
destaca que o envelhecimento resulta em uma série
de alterações hormonais, além de
um aumento no volume do tecido adiposo e nas concentrações
de substâncias como as citocinas, consideradas
pró-inflamatórias, por mediarem processos
de inflamação no organismo.
"Em idosos, as inflamações são
causadoras de diversas patologias crônicas",
disse Maria Cristina. Por esse motivo, a atividade endócrina
do tecido adiposo tem relação com a qualidade
de vida dos indivíduos idosos.
No
estudo, exames de sangue periódicos indicaram
quais substâncias tinham concentrações
alteradas pelo envelhecimento ou por exercícios
físicos e quais se mantiveram independentes da
influência desses fatores.
Hormônio
da gordura
As
voluntárias foram divididas em quatro grupos.
Um com mulheres na faixa de 20 anos de idade e outro
na faixa de pouco mais de 50 anos, todas sedentárias.
Os outros dois grupos também eram formados por
mulheres jovens e de meia-idade de faixas etárias
similares, só que todas praticantes de atividades
físicas de baixa intensidade.
O
grupo de meia-idade com treinamento físico
apresentou redução no colesterol, enquanto
o grupo sedentário de idade equivalente sofreu
aumento na taxa de glicose.
A
leptina, relacionada ao controle da massa corpórea,
também foi encontrada em quantidades menores nos
grupos que se exercitavam. "Quanto maior a massa
corpórea, maior a concentração desse
hormônio", disse Maria Cristina. Mais de 95%
dessa substância encontra-se no tecido adiposo.
Circunferências
corporais
Além dos exames de sangue, o grupo de pesquisa
colheu outros indicadores de saúde, como medições
das circunferências de quadril, cintura e abdômen,
além do índice de massa corporal (IMC)
e da massa corporal gorda (MCG).
Para
as mulheres mais velhas, os impactos da falta de exercício foram mais visíveis. O grupo
apresentou aumentos de IMC, de MCG e das três medidas
de circunferência.
Por
outro lado, o grupo de mulheres de mesma faixa etária
que se exercitou durante a pesquisa apresentou redução
desses mesmos índices. "Foi interessante
notar essas mudanças mesmo quando a atividade
física se restringiu a apenas duas horas por semana",
afirmou Maria Cristina.
Benefícios
dos esportes no envelhecimento
O
trabalho também identificou substâncias
que não sofreram alterações motivadas
pela idade nem pelos exercícios físicos. É o
caso da adiponectina, que entre outras funções é responsável
pela regulação da glicemia.
O
fator de necrose tumoral alfa (TNF-a), um dos principais
mediadores da inflamação da pele e das
mucosas, e a interleucina-6 (IL-6), que possui um importante
papel na regulação no sistema imunológico,
também não se alteraram.
"A pesquisa concluiu que o treinamento regular
de baixa intensidade tem um papel regulatório
importante sobre o metabolismo energético e sobre
alguns marcadores inflamatórios e metabólicos",
disse Maria Cristina.
O
que colocaria a atividade física como um importante
fator de influência sobre a saúde dos idosos,
especialmente em relação às patologias
e problemas ocasionados pelas secreções
hormonais.
Segundo
a pesquisadora, os resultados da pesquisa se juntam
aos de trabalhos anteriores que
verificaram outros
benefícios da atividade esportiva no envelhecimento,
como a diminuição da mortalidade em geral,
a redução da massa corporal por promover
um balanço energético negativo, a melhora
da composição corporal, a utilização
de glicose e do perfil lipídico, o aumento da
capacidade aeróbia e a diminuição
da resistência vascular.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Quando
coisas ruins acontecem com pessoas boas - nos hospitais.
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Tratamentos
que dão errado
Quando
você segue um tratamento orientado por
um médico, ou quando vai a um hospital, você espera
sair melhor do que entrou, certo?
Infelizmente,
coisas ruins acontecem com pessoas boas também na área de saúde, e tratamentos
médicos profissionais também podem dar
errado. E frequentemente dão.
Mortes
evitáveis
As
Dras Barbara Hoffmann e Julia Rohe fizeram um estudo
com dados apenas do seu país, a Alemanha, e descobriram
que, somente lá, cerca de 17.000 mortes por ano
são ocasionadas por erros de tratamento que poderiam
ser evitados.
A
pesquisa deu origem não apenas às explicações
das razões desses "eventos adversos",
como também a um guia com uma série de
recomendações para a adoção
de medidas que garantam uma melhor segurança dos
pacientes.
O
estudo foi publicado na revista médica Deutsches Ärzteblatt
International.
Eventos adversos
As
conclusões das médicas mostram que
os tratamentos médicos não são tão
seguros como deveriam ser, e menos ainda do que os pacientes
acreditam que são.
"Eventos adversos" são todos os problemas
ou danos ocorridos durante o atendimento aos pacientes
que não são devidos à própria
doença.
As
autoras discutem problemas em áreas tanto
de internação - atendimentos hospitalares
propriamente ditos - quanto ambulatorial - atendimentos
e tratamentos conduzidos a partir de consultórios
médicos.
Problemas nos hospitais
Por
exemplo, o trabalho por turnos nos hospitais exige
uma complexa organização do trabalho e
numerosos processos de planejamento e de comunicação.
O problema é que as informações
podem se perder em cada uma das interfaces entre os profissionais
que entram e os que saem.
Além disso, as mãos dos profissionais
nem sempre são higienizadas adequadamente e há erros
no fornecimento de medicamentos e de encaminhamento entre
a farmácia do hospital e o quarto dos pacientes.
Problemas
nos consultórios médicos
Mas
a grande maioria dos pacientes são atendidos
e tratados como pacientes ambulatoriais, no consultório
dos médicos.
Aqui
os erros de diagnóstico são não
apenas possíveis, como comuns. Mas o monitoramento
desses erros é mais difícil, já que
não há nenhum arquivo de pacientes comum
a todos os médicos envolvidos que auxilie na identificação
do erro.
A
taxa real de eventos adversos evitáveis é uma
questão controversa entre os profissionais de
saúde. As autoras recomendam uma análise
cuidadosa, a divulgação consistente dos
dados e uma análise sistemática dos erros
ocorridos de forma a evitá-los no futuro.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Plantas
medicinais têm uso regulamentado pela Anvisa.
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Inaladas,
ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento,
as plantas medicinais têm formas específicas de uso e a ação terapêutica
é
totalmente influenciada pela forma de preparo.[Imagem:
Anvisa]
Unindo
ciência e tradição
Plantas
Medicinais, medicamentos naturais, "drogas vegetais".
Qualquer que seja o nome, o saber que permite o uso
de plantas para cuidar da saúde passa geração
em geração e é uma das maiores
fontes de inspiração para a ciência
em sua incansável busca de novos medicamentos.
O
exemplo mais recente, de que o chá da folha
de mamão papaia tem ação surpreendente
contra o câncer, foi inspirada no saber indígena
de nativos da Ásia.
Quase
todo mundo já ouviu falar de alguma planta,
folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas
de um resfriado ou mal-estar.
Em
um esforço para unir ciência e tradição,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo
quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para
se alcançar efeitos benéficos.
Forma
de preparo dos medicamentos naturais
Inaladas,
ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento,
as plantas medicinais têm formas específicas
de uso e a ação terapêutica é totalmente
influenciada pela forma de preparo.
Algumas
possuem substâncias que se degradam em altas
temperaturas e por isso devem ser maceradas. Já as
cascas, raízes, caules, sementes e alguns tipos
de folhas devem ser preparados em água quente.
Frutos, flores e grande parte das folhas devem ser
preparadas por meio de infusão, caso em que
se joga água fervente sobre o produto, tampando
e aguardando um tempo determinado para a ingestão.
"O
alho é um famoso expectorante e muita gente
tem o hábito de usá-lo com água
fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades
terapêuticas, o ideal é deixá-lo
macerar, ou seja, descansar em água à temperatura
ambiente", explica a coordenadora de fitoterápicos
da Anvisa, Ana Cecília Carvalho.
Uma
pesquisa recente demonstrou que comer alho protege
o corpo contra agentes cancerígenos.
Plantas
medicinais sem contaminação
Outra
novidade da resolução da Anvisa diz respeito à segurança:
a partir de agora as empresas vão precisar informar à Agência
sobre a fabricação, importação
e comercialização dessas drogas vegetais
no mínimo de cinco em cinco anos.
Os
produtos também vão passar por testes
que garantam que eles estão livres de microrganismos
como bactérias e sujidades, além da qualidade
e da identidade.
Além
disso, os locais de produção deverão
cumprir as Boas Práticas de Fabricação,
para evitar que ocorra, por exemplo, contaminação
durante o processo que vai da coleta, na natureza,
até a embalagem para venda.
As
embalagens dos produtos deverão conter, dentre
outras informações, o nome, CNPJ e endereço
do fabricante, número do lote, datas de fabricação
e validade, alegações terapêuticas
comprovadas com base no uso tradicional, precauções
e contra indicações de uso, além
de advertências específicas para cada
caso.
Drogas
vegetais e fitoterápicos
As
drogas vegetais não podem ser confundidas com
os medicamentos fitoterápicos. Ambos são
obtidos de plantas medicinais, porém elaborados
de forma diferenciada.
Enquanto
as drogas vegetais são constituídas da
planta seca, inteira ou rasurada (partida em pedaços
menores) utilizadas na preparação dos
populares chás, os medicamentos fitoterápicos
são produtos tecnicamente mais elaborados, apresentados
na forma final de uso (comprimidos, cápsulas
e xaropes).
Todas
as drogas vegetais aprovadas na norma são para
o alívio de sintomas de doenças de baixa
gravidade, porém, devem ser rigorosamente seguidos
os cuidados apresentados na embalagem desses produtos,
de modo que o uso seja correto e não leve a
problemas de saúde, como reações
adversas ou mesmo toxicidade.
Para
saber o modo de preparo de cada planta medicinal, veja
a tabela preparada pela Anvisa.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Robô faz
fisioterapia em pacientes de derrame.
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Esta
assistência robotizada interativa permite controlar
e dosar os níveis de ajuda,
incentivando os pacientes
a reaprender a usar suas mãos e seus braços.
[Imagem:
Vergaro et al., Journal of NeuroEngineering and Rehabilitation]
Braço
de ferro
Cumprimentar
continuamente um braço robótico
pode ser uma nova técnica para ajudar pacientes
de derrame cerebral a reaprender a usar novamente os
braços e as mãos.
O
projeto "Braço de Ferro" foi coordenado
pela Dra. Elena Vergaro, da Universidade de Gênova,
na Itália, em parceria com uma equipe de pesquisadores
do Instituto Italiano de Tecnologia.
"Nossos resultados preliminares com um pequeno
grupo de pacientes sugerem que o sistema é robusto
e promove uma melhora estatisticamente significativa
no desempenho," diz a pesquisadora.
Robô fisioterapeuta
O
robô auxilia os pacientes conforme eles tentam
orientar a sua mão em um movimento de "desenhe
um oito", puxando na direção correta
e apresentando uma resistência precisamente controlada
nos movimentos incorretos.
"Futuros ensaios clínicos controlados e
em grande escala deverão confirmar que a fisioterapia
assistida por robô poderá permitir a obtenção
de novas funcionalidades motoras nas atividades cotidianas," diz
Vergaro.
Esta
assistência robotizada interativa permite
controlar e dosar os níveis de ajuda, incentivando
os pacientes a reaprender a usar suas mãos e seus
braços.
Movimentos depois do derrame
"Os pacientes que sobrevivem ao derrame costumam
executar movimentos anormais com o braço, por
exemplo, elevando o ombro para erguer o braço,
ou inclinando o tronco para a frente, em vez de estender
o cotovelo," explica a fisioterapeuta.
O
uso desses padrões incorretos de movimento
pode limitar o nível de capacidade que o paciente
consegue atingir mesmo com a fisioterapia.
Pior
do que isso, podem levar a lesões pelo uso
repetitivo das articulações de forma inadequada.
"Demonstrando os movimentos corretos, o robô pode
ajudar o sistema motor do paciente aprender a reproduzir
a trajetória desejada por meio da repetição," conclui
a pesquisadora.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Laser
de baixa intensidade e ultrassom amenizam dores mandibulares.
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O
laser de baixa intensidade e o ultrassom são boas alternativas
para amenizar a dor causada pela disfunção temporomandibular,
melhorando muito a qualidade de vida dos pacientes.[Imagem:
Ag.USP]
Dores
na mandíbula
O
laser de baixa intensidade e o ultrassom são
boas alternativas para amenizar a dor causada pela disfunção
temporomandibular (DTM), melhorando muito a qualidade
de vida dos pacientes.
A
conclusão é de uma pesquisa realizada
na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto
(FORP), da USP.
Os
pesquisadores descobriram que tanto o laser quanto
o ultrassom podem ser considerados bons
recursos fisioterápicos
de apoio no controle das dores ligadas à DTM.
Problemas
na mastigação
A
dentista Thaíse Carrasco, autora de uma tese
de doutorado sobre o tema, conta que a DTM engloba vários
problemas clínicos ligados a musculatura mastigatória,
as articulações temporomandibulares e estruturas
associadas.
"A disfunção é caracterizada
por ruídos articulares, limitação
da mandíbula e, principalmente, dores nas articulações
e músculos da face e é considerada a principal
causa de dor não dental na região orofacial",
explica.
Segundo
a dentista, as causas são múltiplas
e multifatoriais e, em geral, estão associadas
ao estilo de vida moderno. "Acredita-se que o estresse
seja o principal desencadeante, além de fatores
como bruxismo, trauma na região da cabeça
e pescoço, má-postura e má-oclusão",
aponta.
Dor
crônica
A
DTM leva a um quadro de dor crônica. Essas dores
não chegam a ser incapacitantes, porém
incomodam muito quem tem a disfunção.
"Tenho pacientes que relatam que sentem dores nas
articulações e nos músculos da face
durante todo o dia, e isso algumas vezes chega a atrapalhar
as atividades do dia a dia", conta o professor Marcelo
Mazzetto, da FORP, que foi o orientador da pesquisa de
doutorado de Thaíse.
Tratamento com laser e ultrassom
Participaram
do estudo 30 pacientes - a maioria mulheres - com idades
entre 15 e 45 anos.
Os pacientes foram divididos
em três grupos, de acordo com o grau de disfunção:
10 receberam aplicações de laser, 10 de
ultrassom e as 10 restantes ficaram no grupo controle
(não receberam nenhum tipo de intervenção).
O laser de baixa intensidade é um feixe de luz
que é aplicado nos músculos da face.
Esse
feixe tem efeito analgésico e anti-inflamatório
e, ao ser aplicado, atinge os tecidos e alivia a dor.
O
ultrassom é uma onda de calor que provoca a
vasodilatação dos tecidos, também
amenizando a dor.
Foram
feitas 2 aplicações por semana,
durante 4 semanas, nos músculos denominados masseter
e temporal (da região da face).
Os
participantes foram avaliados por meio de questionário
antes do início das aplicações,
após o término das 8 sessões e depois
de 30 dias da última aplicação.
Melhora com os dois tratamentos
"O objetivo do estudo era avaliar se essas terapias
seriam eficazes no alívio da dor e se contribuiriam
para a melhora na qualidade de vida das pacientes. Também
queríamos comparar os dois tratamentos para saber
qual seria mais efetivo", afirma Thaíse.
Os
resultados mostraram que não houve diferença
significativa entre o grupo que recebeu sessões
de laser e o de ultrassom. A melhora na qualidade de
vida foi bastante significativa nos dois grupos, além
do controle da dor.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Cientistas
encontram conexão biológica entre ansiedade e depressão.
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Ligação
biológica entre estresse, ansiedade e depressão é descoberta
por cientistas canadenses. [Imagem: divulgação]
Do
estresse à depressão
Uma
conexão biológica entre estresse,
ansiedade e depressão foi identificada pela primeira
vez por um grupo de cientistas da Universidade de Ontario
Ocidental, no Canadá.
Ao
identificar o mecanismo no cérebro responsável
pela ligação, o grupo liderado por Stephen
Ferguson conseguiu mostrar como o estresse e a ansiedade
podem levar à depressão.
Do
ponto vista dos sintomas, ansiedade e depressão
estão em polos opostos do comportamento - enquanto
a ansiedade torna a pessoa hiperativa, a depressão
torna-a abatida e sem ação.
Estudos
comportamentais também já haviam
demonstrado que o estresse no trabalho pode levar à depressão.
Tratamento
para ansiedade e depressão
O
estudo também resultou no desenvolvimento de
um inibidor molecular que poderá, de acordo com
os autores, levar a um novo caminho para o tratamento
da ansiedade, da depressão e de outros distúrbios
relacionados.
Em
experimentos em camundongos, os pesquisadores identificaram
o caminho da conexão e puderam
testar o inibidor.
"Os resultados do estudo indicam que poderemos
ter uma nova geração de drogas e de alvos
dessas drogas que possam ser usadas para identificar
a depressão e tratá-la com mais eficiência
do que os métodos atuais", disse Ferguson.
Segundo
o cientista, o próximo passo da pesquisa
será verificar se o inibidor desenvolvido poderá resultar
em um agente farmacológico.
Serotonina
O
mecanismo de conexão descoberto envolve a interação
entre o receptor de fator de liberação
de corticotropina 1 (CRFR1) e tipos específicos
de receptores do neutrotransmissor serotonina (5-HTR).
O
estudo revelou que o CRFR1 atua no aumento do número
de 5-HTR em superfícies de células no cérebro,
o que pode causar uma sinalização anormal.
Como
a ativação do CRFR1 leva à ansiedade
em resposta ao estresse, e como o 5-HTRs induz ao estado
depressivo, a pesquisa verificou como os caminhos do
estresse, da ansiedade e da depressão se conectam
por meio de processos distintos no cérebro.
Ligação entre ansiedade e depressão
"De acordo com a Organização Mundial
da Saúde, depressão, ansiedade e outros
distúrbios de comportamento estão entre
as causas mais prevalentes de doenças crônicas.
Ao explorar o potencial da biologia molecular, Ferguson
e colegas mostraram novos caminhos que poderão
se mostrar importantes para a melhoria das vidas de muitas
pessoas que sofrem com esses problemas", disse Anthony
Phillips, diretor dos Institutos Canadenses de Pesquisa
em Saúde, que financiou a pesquisa.
O
fator inibidor desenvolvido pelos pesquisadores bloqueou
esses caminhos em camundongos, reduzindo os
comportamentos
de ansiedade e de depressão potencial, disseram
os autores.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Analgésico
codeína deve ser banido, dizem cientistas.
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Aumentando
a dor
A
codeína, um analgésico amplamente utilizado
em todo o mundo, não funciona em algumas pessoas
e pode levar outras à morte.
Por
isso o uso da codeína deve ser interrompido
imediatamente, afirmam cientistas da Universidade de
British Columbia em Vancouver, no Canadá.
A
codeína funciona ao ser metabolizada em morfina
no organismo. Mas a magnitude dessa metabolização
depende da estrutura genética de cada pessoa,
de forma que a quantidade de morfina produzida varia
de pessoa para pessoa.
Risco
da codeína para crianças
Em
um editorial publicado no Canadian Medical Association
Journal esta semana, Stuart MacLeod
e Noni MacDonald
afirmam que o problema é especialmente relevante
para as crianças.
Os
dois cientistas citam exemplos de duas crianças
que morreram após receberem codeína depois
de uma cirurgia para retirada das amígdalas.
Segundo
eles, dois outros estudos mostraram toxicidade não-fatal para bebês amamentados por mães
que tomam a codeína.
O
Hospital for Sick Children, de Toronto, Canadá,
já parou de usar a codeína. Os autores
do estudo estão conclamando os demais hospitais
do mundo a seguirem o exemplo.
Autoridades
Segundo
autoridades do Reino Unido, falando em entrevista à revista
britânica New Scientist, apenas 1 a 2 por cento
da população tem um metabolismo mais ativo.
Assim,
para Florence Palmer, da MHRA (Medicines and Healthcare
Products Regulatory Agency) "a maioria
dos pacientes pode continuar a tomar a codeína."
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Células-tronco
restauram tecido de medula espinhal lesionada.
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Células-tronco
no sistema nervoso
Um
grupo de pesquisadores da Suécia, França
e Japão demonstrou como as células-tronco,
juntamente com outras células, podem reparar tecidos
danificados da medula espinhal.
Os
resultados, obtidos em animais de laboratório,
são promissores para o desenvolvimento de terapias
para lesões na medula espinhal.
Há uma grande esperança de que danos ao
cérebro e à medula espinhal possam, no
futuro, ser tratados com células-tronco - células
imaturas que podem se desenvolver em diferentes tipos
de células.
Células parecidas com as células-tronco
têm sido encontradas em muitas partes do sistema
nervoso humano adulto, embora ainda não esteja
claro o quanto elas contribuem para a formação
de novas células funcionais em indivíduos
adultos.
Reação das células-tronco à lesão
O
estudo, coordenado pelo professor Jonas Frisen, do
Instituto Karolinska, na Suécia,
acaba de ser publicado na revista Cell Stem Cell.
O
artigo mostra como as células-tronco e vários
outros tipos celulares contribuem para a formação
de novas células da medula espinhal em camundongos
e como isto se altera drasticamente após um trauma.
Os
pesquisadores identificaram um tipo de célula-tronco,
chamada célula ependimal, na medula espinhal.
Eles
demonstraram que essas células são
inativas em uma medula espinhal saudável, e que
a formação de células novas acontece
principalmente por meio da divisão de células
mais maduras.
Quando
a medula espinhal é lesada, no entanto,
essas células-tronco são ativadas e se
tornam a principal fonte de novas células.
As
células-tronco, em seguida, dão origem
a células que formam os tecidos de cicatrização
e a um tipo de célula de suporte que é um
componente importante da funcionalidade da medula espinhal.
Efeito insuficiente
Os
cientistas também mostram que uma determinada
família de células maduras, conhecidas
como astrócitos, produz grandes quantidades de
células formadoras de cicatrizes após a
lesão.
"As células-tronco têm um certo efeito
positivo depois da lesão, mas não o suficiente
para restaurar a funcionalidade da medula espinhal," explica
o Dr. Frisen. "Uma questão interessante agora é saber
se podemos identificar compostos farmacêuticos
que estimulem as células a formar mais células
de apoio, a fim de melhorar a recuperação
funcional após um traumatismo da coluna vertebral."
Há menos de dois meses, uma outra equipe descobriu
um mecanismo capaz de restaurar conexões nervosas
após uma lesão na medula espinhal.
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Começam
testes com células-tronco embrionárias em seres humanos.
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Durante
os testes, serão injetadas células-tronco
na coluna
vertebral dos pacientes, para avaliar
se o procedimento é seguro.[Imagem:
BBC]
Lesões
na coluna vertebral
Começaram nos Estados Unidos os primeiros testes
oficiais do mundo feitos com células-tronco embrionárias
humanas, com aval de reguladores estatais.
Em
Atlanta, médicos estão usando as células-tronco
para tratar lesões severas na coluna vertebral,
após autorização da FDA, agência
governamental norte-americana que regula medicamentos
e alimentos. Os médicos informaram que já têm
um paciente para os testes iniciais.
A
técnica envolve a retirada de células
de embriões humanos, que têm o potencial
de se converter em diferentes tipos de células
do corpo, inclusive no sistema nervoso.
Durante
os testes, serão injetadas células-tronco
na coluna vertebral dos pacientes, para avaliar se o
procedimento é seguro.
Nos
estudos realizados com animais, camundongos com paralisia
recuperaram alguns movimentos. Mas ainda
não
se sabe se o método trará benefícios
a seres humanos, conforme relata a repórter de
saúde da BBC News, Michelle Roberts.
Reversão
da paralisia
A
cada ano, cerca de 12 mil pessoas sofrem lesões
na coluna nos Estados Unidos. As causas mais comuns são
acidentes automobilísticos, quedas, tiros e lesões
esportivas.
Nos
testes de Atlanta, pacientes que se lesionaram nos
14 dias anteriores ao estudo receberão
o tratamento experimental.
A
empresa responsável pelos testes, Geron Corporation,
defende que a técnica pode no futuro ajudar a
regenerar células nervosas em pacientes com paralisia.
Já críticos do método
consideram-no um experimento com seres humanos e pedem
que seja banido.
Anos de testes
O
presidente da empresa, Thomas Okarma, comemorou a autorização para iniciar os testes. "Quando
começamos a trabalhar com células-tronco
embrionárias, em 1999, muitos imaginaram que se
passariam décadas até que uma terapia celular
fosse aprovada para testes clínicos humanos."
Mas é possível que a confirmação
de que o tratamento é seguro - e eficiente - ou
não só venha depois de anos de testes rigorosos.
"As notícias são empolgantes, mas é importante
(lembrar que) o objetivo dos testes nesta etapa deve
ser primeiro confirmar se (não causa) nenhum mal
aos pacientes, e não buscar benefícios",
disse o professor Ian Wilmut, diretor do centro de pesquisas
regenerativas da Universidade de Edimburgo. "Quando
isso for confirmado, o foco será o desenvolvimento
do novo tratamento."
Células-tronco
contra a cegueira
Chris
Mason, especialista em medicina regenerativa da Universidade
College London, disse
que pesquisadores
britânicos pretendem seguir os passos de seus colegas
norte-americanos e começar testes no ano que vem
com células-tronco, para combater uma degeneração
celular que causa cegueira.
O
governo dos Estados Unidos atualmente briga na Justiça
para permitir o financiamento público de pesquisas
com células-tronco.
No
mês passado, um tribunal de recursos do país
suspendeu uma decisão judicial prévia que
proibia pesquisas com células-tronco embrionárias
financiadas com verbas do governo federal.
O
debate, no entanto, não envolve as pesquisas
realizadas em Atlanta, que são feitas com financiamento
privado de US$ 170 milhões, da própria
Geron.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
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Criada
vacina experimental contra Mal de Alzheimer.
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Vacina
experimental
Cientistas
criaram uma vacina experimental contra a beta-amiloide,
a pequena proteína que forma placas
no cérebro e que se acredita contribuir para o
desenvolvimento da doença de Alzheimer.
Os
pesquisadores da Universidade do Sudoeste do Texas,
nos Estados Unidos, fizeram experimentos
em animais para
comparar os resultados da nova vacina em relação às
chamadas vacinas de DNA.
A
nova vacina experimental estimulou mais de 10 vezes
os anticorpos que se ligam à beta-amiloide, eliminando
a proteína, em comparação com as
vacinas de DNA. Os resultados foram publicados na revista
médica Vaccine.
Vacina contra beta-amiloide
O
prosseguimento do estudo irá se concentrar
agora na determinação da segurança
da vacina e na verificação de se ela realmente
protege as funções mentais em animais.
"O anticorpo é específico; ele se
liga à placa no cérebro. Ele não
se liga ao tecido do cérebro que não contém
placa," explica o Dr. Roger Rosenberg, coordenador
do estudo. "Esta abordagem é promissora porque
gera anticorpos suficientes para ser útil clinicamente
no tratamento de pacientes."
Uma
vacina tradicional - uma injeção da
própria proteína beta-amiloide no braço
- mostrou-se capaz, em outras pesquisas, de acionar uma
resposta imunológica, incluindo a produção
de anticorpos e outras defesas do corpo contra a beta-amiloide.
No
entanto, a resposta imune a esse tipo de vacina algumas
vezes causou um inchaço cerebral significativo.
Foi por isso que o Dr. Rosenberg e sua equipe se voltaram
para o desenvolvimento de uma vacina de DNA não-tradicional.
Vacina de DNA
A
nova vacina de DNA não contém a própria
proteína beta-amiloide, mas sim um pedaço
do gene da beta-amiloide, que codifica a proteína.
Neste
estudo, os pesquisadores revestiram minúsculas
esferas de ouro com o DNA da beta-amiloide e injetaram
as nanopartículas na pele da orelha dos animais.
Uma
vez no corpo, o DNA estimulou uma resposta imunológica,
incluindo a criação de anticorpos para
a beta-amiloide.
O
próximo passo da pesquisa será testar
a segurança da vacina a longo prazo em animais,
segundo o Dr. Rosenberg.
"Depois de sete anos desenvolvendo esta vacina,
estamos esperançosos de que ela não irá apresentar
qualquer toxicidade significativa, e que será possível
desenvolvê-la para uso humano", disse ele.
TOPO
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Tanto
faz alongar antes do exercício, revela maior pesquisa
já feita sobre tema.
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O
alongamento já foi considerado requisito para
a prática de exercícios e prevenção
de lesões. Tornou-se popular como uma forma
de recompensar os músculos massacrados por
corridas, levantamento de peso ou pelo pula-pula
da aeróbica.
A
relação parecia óbvia: contraiu?
Agora, alongue. Mas como quase nada no funcionamento
do corpo é assim tão simples, a corda começou
a esticar para os defensores da causa.
Tipo de alongamento depende de objetivo e corpo de cada
pessoa
Marcelo
Justo/Folhapress

Dúvidas sobre a prática podem estimular
exercício consciente,
em vez de repetir o que "todo
mundo faz"
Nos últimos anos, surgiram estudos mostrando
que se alongar antes do exercício, além
de não prevenir lesões, eleva o risco de
que ocorram.
A
notícia agradou a turma que já não
gostava muito da prática, mas se sentia culpada
por deixar de fazer algo tão recomendável
para um treino saudável. E não convenceu
os fiéis defensores do estiramento muscular.
Para
complicar a vida de quem busca uma regra clara -alongar
ou não- a última grande pesquisa
sobre o tema chegou à decepcionante conclusão
que... tanto faz!
O
maior estudo sobre alongamento feito até hoje,
envolvendo 1.400 pessoas de 13 a 60 anos, mostrou que
o número de lesões entre quem se alongou
ou não antes de correr foi estatisticamente igual.
Feita
pela organização governamental norte-americana
para corrida e caminhada Track and Field, a pesquisa
foi um balde de água fria para as correntes pró e
contra alongamento. Ele nem previne nem induz lesões,
afirmam os autores do trabalho.
O
mais chato é que, nesse estica e puxa entre
entusiastas e críticos do alongamento, o cidadão
que quer simplesmente se exercitar da forma mais adequada
possível fica sem saber o que fazer.
"Concluir que o alongamento não serve para
nada não é o caminho", afirma Mauro
Guiselini, mestre em educação física
pela USP e especialista em biomecânica do treino
de resistência pelo Cooper Institute, dos EUA.
Para
Guiselini, o problema é que muitos atribuem à prática
uma finalidade para a qual ela não foi construída. "As
pessoas usam como se fosse o aquecimento para a atividade
física, mas é no máximo uma parte
dele, e com efeito muito pequeno."
POSTURA
A
ideia de que os exercícios deixarão
os músculos mais alongados também é inexata. "O
alongamento serve para manter o comprimento fisiológico
[normal] do músculo, não vai deixá-lo
mais comprido do que é", diz o fisioterapeuta
Victor Liggieri, autor de "De Olho na Postura" (ed.
Summus).
O
treinador da clínica Força Dinâmica
Luiz Fernando Alves, formado em esportes pela USP e especializado
em dor crônica e prevenção de lesões,
reforça que não há consenso sobre
o papel do alongamento ou se deve ser feito antes ou
após o treino.
"Enquanto a ciência não nos dá a
luz, o que é possível fazer é identificar
a necessidade de cada pessoa e observar a postura certa
durante a execução de qualquer exercício." (Veja
quadro à pág. 9)
A
organização postural também é a
resposta para a educadora física Christina Ribeiro,
coautora do livro sobre postura.
"Dependendo da forma como é feito, o alongamento
pode prevenir lesão ou acentuar um problema preexistente."
Foi
o que aconteceu com o psicanalista Daniel Kauffmann,
34. Corredor amador, ele treinava
cinco vezes por semana,
orientado por uma assessoria de corrida. Fazia tudo direitinho,
inclusive a sequência clássica de alongamentos
para corrida.
"O erro é usar o mesmo tipo de alongamento
para todo mundo. No meu caso, os alongamentos sobrecarregavam
o que estava mais frágil. Achava que estava fazendo
para prevenir a dor e era o que mais me prejudicava."
Seu
problema é o encurtamento da musculatura
posterior (do pescoço ao tornozelo) que, com a
repetição de gestos e posturas erradas,
gerou uma hérnia de disco.
Hoje,
ele faz um trabalho corporal que incluiu fisioterapia
e reeducação da
postura e dos movimentos.
Sua
irmã, a consultora de moda Carol Kauffmann,
36, tem história parecida. Também praticante
de corrida, fazia o alongamento de praxe, mas isso não
preveniu as lesões na tíbia e no pé.
"Eu precisava de um trabalho específico
para meu tipo de pisada. Os alongamentos não ajudavam
em nada."
PARA
QUÊ?
Segundo
Guiselini, casos como esses podem ser comuns, mas não provam necessariamente que se alongar
para a prática esportiva aumenta o risco de lesão,
como sugerem alguns estudos.
Ele
lembra que há vários tipos de alongamento
(leia à pág. 8). "Qual o melhor? Depende.
Há técnicas para para recuperar a amplitude,
para tensão muscular."
E
as lesões podem, sim, ter relação
com o encurtamento da musculatura.
O
radiologista Marcelo Brejão, 39, descobriu
isso quando uma dor nos ombros passou a "corroer
a alma". Começou a malhar para perder peso.
Ganhou músculos e perdeu gordura com uma hora
e meia de musculação quatro vezes por semana
e três sessões de uma hora de aeróbica.
Achava que se alongar não servia de nada.
"A musculação
me deixava atarracado. Descobri que podia compensar
com alongamentos
para aumentar
a amplitude articular."
ESTÁTICO OU DINÂMICO
Para
o fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, da clínica
Força Dinâmica, é preciso trabalhar
a amplitude e a distribuição da força
muscular.
"Isso é feito de forma dinâmica, um
vai e volta das posições de alongamento,
sustentadas por cinco segundos, com movimentos leves",
diz.
Já o popular alongamento estático não é indicado
por Semiatzh como preparação para uma atividade
intensa. "Se você estica o músculo,
após um tempo ele manda uma mensagem ao cérebro: "estou
arrebentando". A resposta cerebral é: relaxa.
Então o sistema neuromotor desliga a fibra muscular,
para ela não fazer mais força."
E
após o treino, é para alongar como?
Aqui também as posições se dividem.
E tudo depende da forma como os exercícios são
feitos.
Quem
acha que precisa atingir a extensão máxima
e que sentir dor é sinal de que está se
alongando, pode estar causando o efeito oposto.
Para
algumas pessoas, vale fazer movimentos suaves, prestando
atenção na organização
postural e pensando no que está fazendo. Só não
vale fazer qualquer coisa só porque todo mundo
faz.
"Quando vejo atletas em parques, penso que há uma
epidemia de tríceps encurtados. É todo
mundo com o braço dobrado por trás da cabeça.
Para que, se esse músculo mal é solicitado
na corrida?", questiona Guiselini.
Por
essas e outras, o melhor a fazer é treinar
o corpinho usando a cabeça.
TOPO
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Ansiedade é o
pior de todos os males psicológicos, diz especialista.
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Ansiedade pode causar doenças sérias
como gastrite, úlceras, colites, taquicardia,
hipertensão
e cefaleia
Aflição,
agonia, impaciência, inquietação.
Esses são alguns sinais da ansiedade, sentimento
capaz de prejudicar a qualidade de vida, autoestima
e saúde do ser humano.
Aprender
a lidar com ela é fundamental para garantir
uma vida saudável. E para isso, é preciso
entender os seus mecanismos.
“A ansiedade é uma excitação
do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento
do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos
o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa
excitação. É um processo que pode
ser tanto hereditário como adquirido através
das experiências que temos nos ambientes mais hostis.
A ansiedade está intimamente vinculada à forma
como interpretamos as situações da vida”,
explica a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão
Simurro, de São Paulo (SP), que é vice-presidente
de Projetos e Expansão da Associação
Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).
Para
o psicólogo Alexandre Bez, especialista
em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade
e síndrome do pânico pela Universidade da
Califórnia, a ansiedade é o pior de todos
os males psicológicos. “Ela é o gatilho
para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto
de vista psicológico, podemos definir ansiedade
como um estado mental praticamente subjetivo carregado
de apreensão e recheado de incertezas”,
diz.
Por
causa dos múltiplos papéis que desempenham
e devido às variações hormonais,
algumas mulheres sofrem mais com a ansiedade e o estresse.
Porém, os homens não estão imunes
a esse mal. Questões profissionais e financeiras
também podem desencadear a sensação
de angústia e impaciência no sexo masculino.
Sentimento
que pode causar doenças
Se não for controlada, a ansiedade pode causar
o surgimento de enfermidades psicossomáticas,
ou seja, doenças que afetam a saúde física
e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia,
hipertensão, cefaleia e alergias são alguns
exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela
também é responsável pelo surgimento
de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas.
O
psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso
acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar
de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A
mente cria válvulas artificiais para dar vazão
a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa
começa a usar o próprio organismo como
válvula de descarga”, afirma.
Qualquer
um sofre, em maior ou menor grau, de ansiedade. Mas
o transtorno merece atenção redobrada
quando passa a prejudicar os relacionamentos conjugais,
profissionais, acadêmicos e até mesmo sexuais.
“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa
não consegue mais realizar suas tarefas diárias
sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada
e dar início a um tratamento”, explica a
psicóloga Sâmia Simurro.
“Ter força de vontade e entender que essa
ansiedade descontrolada não é normal são
requisitos básicos para o processo de cura inicial”,
afirma o psicólogo Alexandre Bez. “Procurar
ajuda psicológica é fundamental para retomar
a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível”,
alerta. De acordo com Bez, em casos extremos e dependendo
do perfil do paciente é necessária a prescrição
de medicamentos.
Apesar
dos males causados pela ansiedade, a psicóloga
Sâmia Simurro alerta que, na dose certa, esse sentimento
pode ser positivo. “Precisamos de desafios para
nos desenvolver. É preciso aprender a viver com
níveis de ansiedade suficientes para atingir o
nível mais alto do nosso potencial. É claro
que ansiedade demais torna a vida das pessoas um caos,
porém, nenhuma ansiedade nos leva à estagnação”,
conclui.
Veja
como mudar 15 hábitos e combater
a ansiedade:
1.
Procure não deixar nada pendente
Não terminar tarefas e assumir responsabilidades
acima do que se pode fazer contribuem para o aumento
da ansiedade. Esboce um plano para resolver o que é urgente
e organize-se.
2.
Prepare-se para os desafios
Atitudes como estudar com antecedência para as
provas, informar-se sobre a empresa antes de uma entrevista
de emprego e se preparar para uma reunião de
negócios
são fundamentais para ter confiança diante
dos desafios. Dessa forma, você vai se sentir
seguro e menos ansioso.
3.
Melhor prevenir do que remediar
Antes de sair, veja se o tanque de combustível
do carro está cheio. Se você saiu de
casa com o ponteiro do combustível na reserva,
trate de completar o tanque no primeiro posto que
avistar.
Evite ter problemas desnecessários por falta
de precaução e cuidado.
4.Veja
o lado bom das coisas
De acordo com um estudo publicado pela Isma Brasil,
filial da International Stress Management Association,
instituição
voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção
e do tratamento do estresse no mundo, o impacto positivo
da felicidade no sistema de imunidade é mais poderoso
do que o negativo e ajuda a minimizar a ansiedade. Portanto,
se você planejava ir à praia no fim de semana,
mas viu que o tempo não está bom, mude
seus planos: vá ao cinema, faça um fondue
com os amigos, alugue os DVDs da série que você adora
ou faça outro programa que o agrade. Ao invés
de reclamar, procure transformar situações
negativas em positivas.
5. Caminhe 30 minutos por dia, três vezes
por semana
Essa prática, recomendada pela OMS, é ótima
não só para tirar você do grupo
dos sedentários como para ajudar a controlar
a tensão
emocional. O mesmo período de tempo pode
ser empregado para qualquer outra atividade física,
como boxe, ioga ou corrida.
6.
Ouça música
“
Estudos científicos demonstram que a música
relaxa os músculos, diminui a sensibilidade à dor
e dilui emoções destrutivas”,
explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente
da Isma Brasil. Para driblar a ansiedade, os
gêneros mais
indicados são o clássico e o barroco – em
especial, no trânsito.
7.
Evite ter pensamentos negativos
Seu pensamento determina a forma como você enxerga
a vida. Se pensar de maneira positiva, vai se sentir
mais feliz e as chances de tudo dar certo podem ser maiores.
8. Tenha um bicho de estimação
O simples ato de fazer carinho em um animal
relaxa tanto o bicho quanto seu dono. Alguns
estudos
científicos
indicam que as pessoas que cuidam de um animal
tendem a baixar a pressão arterial.
Então, se
você não tem condições
de ter um pet, que tal levar o cachorro da
vizinha para
passear de vez em quando? Observar peixes no
aquário
também traz benefícios: tranquiliza
a mente e evita pensamentos que trazem preocupação
e ansiedade.
9.
Livre-se da mania de perfeição
Perfeccionistas tendem a prejudicar suas relações
pessoais e profissionais colocando-se sob
constante pressão.
Confronte o medo que lhe motiva a buscar
a perfeição.
Você pode temer, por exemplo, que as
pessoas não
gostem de você. Na realidade, as pessoas
tendem a respeitar quem tem coragem de admitir
um erro e repelem
quem acha que sabe tudo.
10.
Deixe o trabalho no trabalho
Muitos sintomas do estresse, como ansiedade,
dores musculares, hipertensão, fadiga,
taquicardia e angústia,
têm sido atribuídos ao acúmulo
das pressões profissionais. Evite
ficar pensando em trabalho depois do expediente.
Afinal, você já passa
horas no escritório.
11.
Alimente o seu humor
Carboidratos, em geral, costumam acalmar:
macarrão,
pães, biscoitos, arroz e batata. Frutos do mar,
nozes, brócolis, espinafre, chocolate e pimentão
dão energia. Já a cafeína ajuda
a combater o cansaço, mas deixa o cérebro
mais desperto, o que pode ser um perigo para pessoas
muito ansiosas.
12. Tenha plantas em casa
Cuidar de plantas (flores ou hortaliças) pode
proporcionar equilíbrio emocional
e amenizar os efeitos negativos do estresse.
Regar uma plantinha é uma
terapia informal, que ajuda aliviar a
tensão e
a ansiedade. Mexer com terra e folhas
não resolve
os problemas, mas ajuda a refletir e
analisar melhor as situações.
13.
Faça refeições
sem pressa
Escolha um momento em que você possa comer sem
interrupções. “Procure
sentir os sabores, a temperatura e
a textura dos alimentos. Sinta-os
se desmanchar e transformando-se em
sangue e tecido para o seu corpo”,
sugere Carlos Legal, consultor em aprendizagem
organizacional e qualidade de vida
no trabalho,
da Legalas Educação e
Qualidade de Vida, empresa dedicada
ao desenvolvimento de pessoas e organizações.
14.
Dê uma pausa no trabalho
Busque fazer uma pausa durante o trabalho.
Feche os olhos e respire fundo por
alguns minutos, procurando manter
a mente tranquila e relaxada. O cardiologista
Artur Zular, de São Paulo (SP), diz que é bom se imaginar
em algum lugar calmo, como um bosque, jardim ou uma praia,
sempre sozinho. “Estar com alguém inspira
sentimentos e o melhor para meditar é ficar livre
de qualquer emoção, concentrando-se apenas
em si”, explica.
15. Medite com palavras
Marcia Plessmann, instrutora do Centro
de Estudos Filosóficos
Palas Athena, de São Paulo (SP), ensina que para
meditar é preciso criar uma frase que seja significativa
e inspiradora para manter a ansiedade sob controle. “Na
medida em que você solta a respiração,
repita a frase mentalmente. Pode, também, ser
uma oração ou um pequeno verso”,
ensina.
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